09/11/2011

PM morto por traficante ganha homenagens ao ser sepultado

Amigos e familiares choram a morte do PM George Moraes (det.) antes de seu sepultamento do Jardim da paz


Multidão comparece ao velório e ao sepultamento do PM George William Santos Moraes

Sob emocionadas homenagens, foi enterrado, no final da tarde de ontem, o policial militar George William Santos Moraes, de 41 anos. Em um cortejo fúnebre que teve início no Cohatrac, onde foi velado o corpo e que seguiu em um carro do Corpo de Bombeiros, na companhia dos filhos e irmãos.

Uma parada foi realizada na Igreja de São Francisco de Assis, no Maiobão, comunidade a qual o PM fazia parte e onde ele recebeu homenagens. No cemitério Parque Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar, o sepultamento foi marcado por uma salva de tiros feita por colegas de trabalho.

Por volta das 14h30, o corpo de George William saiu da Rua 24, quadra 44, casa 3- Cohatrac IV, local onde reside a sua mãe – Lindalva Santos Moraes. Escoltado por policias militares em viaturas e motos, o cortejo seguiu por algumas avenidas do Cohatrac, Itapiracó, Maioba e Maiobão, até chegar à Igreja de São Francisco de Assis e logo depois ao cemitério.

Na paróquia, familiares agradeceram o apoio e a presença dos amigos e de toda a comunidade. “Obrigada Maiobão pelo amor que vocês têm pelo meu filho querido”, declarou muito emocionada a mãe do PM. Após Chico Glori, pároco da Sagrada Família, fazer algumas orações e confortar a família, amigos de George William, entre eles o Mestre Carlos Assunção, e liderança do time de futebol - Grupo Amigos do Maiobão (GAMA), do qual o policial era técnico, subiram ao altar para deixar as últimas palavras ao PM.

Em vários momentos, a multidão que seguiu o cortejo aplaudiu nos momentos de homenagens. Em seu depoimento o Mestre Assunção ressaltou o incentivo e o trabalho esportivo feito pelo militar dentro da comunidade do Maiobão. Em seu sermão o padre Chico Glori caracterizou que George William foi vítima da falta de respeito pela dignidade humana e frisou que ele desempenhava um trabalho ariscado, sem demonstrar insatisfação pela profissão.

A oração final, na igreja, foi realizada pelo capelão da Polícia Militar, Paulo Henrique. Em seguida, amigos e parentes carregaram o caixão novamente para o carro do Corpo de Bombeiros e seguiram para o cemitério Jardim da Paz. No percurso, o cortejo passou em frente ao local onde o policial foi alvejado pelo traficante Flávio Soares Mendonça, conhecido como “Flavão da Vila Kiola”, a Choperia e Lava Jato Pit Stop.

Ao som de buzinaço, o cortejo chegou ao cemitério. Policiais militares reuniram-se ao lado do corpo e, ao som do canto do hino da corporação, levaram o caixão até o local onde seria enterrado. Reunidos em uma área reservada para não oferecer perigo para os que ali estavam e com a autorização do comandante do 6° BPM (Major Celso Jardim), a qual a vítima pertencia, colegas de profissão realizaram um salva de tiros para homenageá-lo, não conseguindo muitos deles conter as lágrimas.