terça-feira, 31 de julho de 2012

Cresce 16% número de mamografias realizadas no MA

ó na faixa prioritária (50 a 69 anos) foram realizados 8.243 exames este ano.
Divulgação/Ministério da Saúde

O Estado do Maranhão apresentou aumento de 16% no número de mamografias realizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde, se comparado ao primeiro quadrimestre de 2011. Este ano, 19.990 exames foram realizados, enquanto em 2011 realizou-se 17.254 exames. Só na faixa prioritária (50 a 69 anos) foram realizados 8.243 este ano.. 

“A assistência e prevenção do câncer são prioridades na rede do SUS. Os dados mostram que estamos firmes no objetivo de compor um conjunto de ações para melhorar a saúde da mulher, em especial a prevenção e o tratamento do câncer de mama”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Queremos garantir serviços de qualidade no Sistema Único de Saúde”, complementa.
O Maranhão possui 74 mamógrafos para atender a população. Além de uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom), serviços de oncologia pediátrica e de radioterapia. O aumento na proporção de brasileiras que se submeteu ao exame de mamografia está condicionado à ampliação dos serviços de diagnóstico e tratamento do câncer de mama no país.
Em 2012, o Ministério da Saúde já gastou R$ 951,4 mil para a realização dessas mamografias, 24% a mais que em 2011 quando foram gastos R$ 767,5 mil, no mesmo período no Maranhão.
Estatísticas
Este ano, estima-se o surgimento de mais de 52 mil novos casos da doença. Buscando ampliar o acesso a exames e tratamentos preventivos, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação da assistência e prevenção do câncer de mama que é uma prioridade do SUS. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado. Em 2010, ocorreram 12.812 mortes por causa da doença. E neste ano, o Ministério da Saúde já custeou mais de 100 mil procedimentos para quimioterapia do câncer de mama.
Ações
Para garantir a melhoria do atendimento e a qualidade de vida da população, o Ministério da Saúde incorporou o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama, no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no país, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. O ministério investirá R$ 130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população. “A expectativa é que o medicamento beneficie 20% das mulheres com câncer de mama em estágio inicial e avançado”, afirma o ministro Alexandre Padilha.
O Trastuzumabe é um dos primeiros medicamentos incorporados no SUS a partir da Lei 12.401, de 2011 e é um dos mais procurados. No ano passado, o ministério gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Esse ano já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por demanda judicial.
Estratégia
O Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama prevê ações de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer de colo de útero, que receberão investimentos de R$ 4,5 bilhões até 2014.
No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou em 22% os recursos para assistência oncológica no país. O Ministério da Saúde fechou o ano com investimento de R$ 2,2 bilhões no setor – em 2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão. Esse aumento de investimento serviu para ampliar e qualificar a assistência aos pacientes em hospitais públicos e privados que compõem o SUS, especialmente para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.
O Ministério da Saúde, também, investirá R$ 505 milhões na expansão dos serviços de radioterapia. Os recursos serão aplicados em infraestrutura e na compra de 80 aceleradores lineares, equipamentos de alta tecnologia usados em radioterapia, além de outros acessórios. A medida visa expandir o acesso, no mínimo, a 28,8 mil pacientes, anualmente.

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