quinta-feira, 27 de março de 2014

Em Arame, Justiça determina uso de capacete e motoqueiros expulsam promotor e juiz da Cidade debaixo de foguete

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Juiz Holídice Barros e o promotor de justiça Carlos Róstão, foram expulsos da cidade sob fogos de artifício durante uma manifestação de motociclistas.
Fato pra lá de curioso aconteceu ontem terça-feira 25/03, durante um protesto realizado que interditou a Ma-006, que liga Arame ao Entroncamento. Manifestantes revoltados expulsaram da cidade, sob fogos de artifícios, o juiz Holídice Barros e o promotor de justiça Carlos Róstão, ambos titulares da Comarca de Grajaú e respondendo por Arame.
Tudo começou com uma campanha que o promotor Carlos Róstão está realizando na comarca de Arame para que os motociclistas cumpram o que determina a lei e só trafeguem usando capacete. Além disso, o promotor fixou prazo para que a população se adeque a essa regra. “Trata-se de uma norma que visa preservar a segurança do condutor da moto e da própria população”, esclareceu o juiz Holídice Barros.
Só que os motociclistas não gostaram muito da “novidade” que não é tão novidade assim, alegam que para que o capacete seja implantado na cidade é necessário a sinalização das ruas e também a pavimentação asfáltica do município, em situação precária em algumas ruas. Os moradores alegam ainda que a implantação do capacete no município aumentará o numero de crimes na cidade que já sofre com a falta de segurança.
Em Nota, a Associação dos Magistrados repudiou a ação dos manisfestantes. De acordo com a Associação dos Magistrados do Maranhão, o juiz Holídice Barros e o promotor Carlos Róstão, ao se deslocarem de Grajaú para a realização de audiências em Arame, foram hostilizados pelos manifestantes. Eles teriam solicitados ao Batalhão de Grajaú que enviasse reforço, mas, a polícia militar nada pode fazer porque, segundo o magistrado, a cidade de Arame só tem um policial.
O juiz e o promotor, segundo a AMMA foram então aconselhados pelos policiais a deixarem a cidade, por não haver garantias e condições dos policiais para manter a sua segurança dos dois no local. Diante disso, as audiências e os demais atos processuais já designados para o dia precisarão ser suspensos. Os manifestantes teriam comemorado a saída do juiz e promotor com uma salva de foguetes.

Protesto interditou a Ma-006, que liga Arame ao Entroncamento.
Em sua página nas redes sociais o juiz Holídice Barros comentou o fato: “indignado por ter sido impedido de trabalhar pela ausência de segurança pública na cidade. A situação é caótica…”.
A Associação dos Magistrados encaminhou ofício à Presidência do Tribunal de Justiça denunciando o clima de insegurança. De acordo com o presidente Gervásio Santos, a situação de ameaça que o juiz Holídice Barros sofreu não diz respeito somente a ele, mas a toda Magistratura do Maranhão.
Para Gervásio Santos, o Estado do Maranhão está à beira da barbárie por absoluto descaso do Governo do Estado com a segurança pública. “O que aconteceu hoje no município de Arame foi uma afronta ao Estado do Direito, com a vitória da barbárie em detrimento da lei”.  Disse