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terça-feira, 10 de março de 2015

Cheia inunda escolas e deixa mais de 3 mil sem aula em Boca do Acre

Onze municípios do AM estão em emergência por conta dos alagamentos.
Número de pessoas afetadas chega a 65 mil em todo o estado.

  Escola de Boca do Acre está tomada pelas águas (Foto: Seduc/Divulção)
Cerca de 3.200 alunos de rede estadual de ensino estão com as aulas suspensas devido à cheia em Boca do Acre, a 1.028 km de Manaus. O município é um dos mais afetados pelas inundações. A Defesa Civil informou que a cidade pode entrar em estado de calamidade pública nos próximos dias. Segundo a Secretaria Estadual de Educação do Estado (Seduc), nove escolas estão alagadas e uma serve de abrigo para desalojados. Em todo o Amazonas, 11 cidades decretaram situação de emergência e o número de pessoas afetadas chega a 65 mil em todo o Amazonas.

De acordo com a Secretaria de Educação, as unidades enfrentam prejuízos em suas estruturas em razão das inundações, o que impossibilitou a continuidade das aulas. O problema atinge as escolas estaduais José Leite, Almirante Barroso, Barão de Boca do Acre, Danilo Corrêa, Jacinto Ale, João Gabriel, Lucas Pena, Prof. Antonio Jr. Bernardo e Nossa S. Aparecida.  A escola estadual Coronel José de Assunção está servindo de abrigo para famílias desabrigadas.
No município, as dez escolas tiveram as atividades interrompidas entre os dias 4 e 6 de março. Até o momento, o problema é registrado pela Seduc somente em unidades de Boca do Acre.
Jader Santana, secretário de Administração da cidade, informou que 80% das ruas dos bairros Praia do Gado, Horta, Rabo da Cobra, Leopoldina, Desvio e do Conjunto Antônio Jorge, situados em uma área conhecida como Cidade Baixa, estão alagados desde a chuva que atingiu a cidade, na madrugada da última quinta-feira (5). Segundo ele, pelo menos, seis unidades de ensino da rede municipal também estão prejudicadas pelos alagamentos.
"Não tem condições de circular pela cidade. Os moradores desses bairros foram levados para um local mais alto do município e vão ficar por lá até que as ruas fiquem sem água, e a gente possa voltar à rotina de trabalhar e estudar", disse Santana.
Segundo a Defesa Civil do Estado, as famílias atingidas pela cheia foram levadas para o Parque de Exposição da cidade, no Km 10 da BR-317. Segundo a secretaria, 105 toneladas de alimentos não perecíveis foram encaminhadas ao local e dez barracas foram instaladas para abrigar a população.
 Fonte: G1