CAMPANHA MOTO LEGAL

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sábado, 11 de abril de 2015

Governo reúne secretários, deputados, classe empresarial e sociedade civil para mostrar avanços nos 100 primeiros dias de gestão



O governador Flávio Dino (PCdoB) aproveitou o alto índice de popularidade para celebrar ontem, no Palácio Henrique de La Rocque, a data simbólica dos 100 dias de governo. O evento contou com participação do secretariado de estado, deputados federais, estaduais e até o embaixador do Vietnã no Brasil, Nguyen Van Kien. Durante cerca de 40 minutos, o governador destacou ações das quatro áreas prioritárias de sua gestão – políticas sociais, infraestrutura, incentivo à produção, transparência e honestidade. Sobre os 100 dias, a principal realização do governo seria o maior respeito com o dinheiro público. “O maranhense não está condenado a ser escravo, a ter apenas cinco anos de escolaridade média, de estudar em escola caindo. Não há essa condenação eterna no Maranhão”, resumiu no fim do discurso.

Entre os diversos indicadores apresentados, o governador mencionou a redução dos crimes com morte e o aumento de apreensões de armas de fogo. No Maranhão, houve uma queda de 291 para 269 crimes com morte, comparando o primeiro trimestre do ano passado com o de 2015, respectivamente. Em relação às apreensões de armas de fogo, o número cresceu de 130, no primeiro trimestre de 2014, para 224, neste ano.

Um dos setores mais criticados desde a fuga de quatro detentos no dia 5 de abril, o sistema penitenciário também teve destaque na apresentação. Dino ressaltou que, apesar de insuficientes, houve uma queda no número de fugas e mortes em presídios. Foram 19 fugas e quatro mortes contabilizadas até o dia 7 de abril em comparação com as 34 fugas e 13 mortes registradas no mesmo período do ano passado. As ações apontadas para melhorias no setor foram investimentos na infraestrutura física para aumentar a segurança e no pessoal, com a realização de um concurso para agentes penitenciários....

Sobre a saúde estadual, Flávio Dino ressaltou a realização do concurso de projetos para prestadores de serviço que está em curso e teve 33 organizações inscritas, o que deve resultada em melhorias nos serviços e na redução de custos do setor. Em relação às obras de hospitais já iniciadas no interior do Estado, o governo irá reprogramar as obras e dar prioridade aos hospitais regionais, que atendem a um maior número de pessoas. “O nosso objetivo é demonstrar que 80% dos problemas de saúde do povo são resolvidos com uma boa atenção básica. Vamos eliminar o equivocado viés de hospitalização. O hospital é um problema, só é solução para problemas mais graves”, afirmou.

Comparando o primeiro trimestre da gestão maranhense com o da presidente Dilma Rousseff (PT), o líder do governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira (PSC), afirmou que os 100 dias foram antagônicos. “Flávio Dino teve uma agenda bastante positiva, com o Mais IDH e a contratação de policiais. Na contramão vai o governo na presidente Dilma que, apesar de ser a continuação dos primeiros quatro anos dela, a impressão que a gente tem é que ela entrou como uma substituta de um governo em que ela discordava de tudo que era feito. A prática dela é o oposto do que foi dito na campanha”, comentou o parlamentar.

“O que existe de reação [ao governo] são aqueles que têm interesses contrariados, que perderam espaços e que se achavam donos de partes do governo. E que, com a mudança, estão sentindo essas dificuldades iniciais pela perda de privilégios, de ganho não convencional há muitos anos”, definiu o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.