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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Manifestação contra corrupção ocorre na Avenida Litorânea

Quase um mês depois da primeira manifestação contra a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores, os grupos que organizam o protesto em São Luís estão fragmentados. Em várias cidades brasileiras, o ato acontece hoje (12). Na capital maranhense, a concentração da passeata terá pelo menos três núcleos na Avenida Litorânea, a partir das 8h.



Esses núcleos são o grupo “Eu te amo, meu Brasil”, o Caras Pintadas em parceria com o Vem Pra Rua e, por último, o Movimento Brasil Livre (MBL) com o Acorda Maranhão. Na última reunião antes do protesto organizada pelo Caras Pintadas e Vem Pra Rua, realizada na quarta-feira (8) no Conselho Regional de Medicina (CRM), os representantes afirmaram que os outros núcleos se recusavam a participarem de uma passeata única num “jogo de egocentrismo”.

Os principais mobilizadores do protesto do dia 15 de março em redes sociais foram os líderes dos grupos Cara Pintadas, Helen Marques, do Acorda Maranhão, Gabriel Barradas, e do Movimento Brasil Livre (MBL), que era Allan Garcês. Uma das principais mudanças que ocorreram nesse quase um mês de intervalo entre os atos foi a substituição do médico Allan Garcês da coordenação do MBL no Estado. Agora ele representa o Vem Pra Rua, um dos grupos mais fortes a nível nacional, e foi substituído por Marcelo Penha, que afirmou ter sido convidado a coordenar a corrente estadual do grupo pelas lideranças nacionais....

Sem entrar em detalhes sobre a sua saída, Garcês fez um discurso teatral para anunciar a sua saída do movimento durante a reunião no CRM, com a presença de menos de vinte pessoas. Acusado de usar a mobilização para promoção pessoal, afirmou que não quer entrar na política e que todos os partidos estão “uma lama só”. Marcelo Penha confirmou que esse foi o motivo para o desligamento do médico ao MBL.

Diretor administrativo do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), Penha destacou como alguns dos pontos de luta do MBL a saída de Dilma do poder, do impeachment para abalar a estrutura de domínio do PT, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o BNDES e a apuração efetiva nos crimes pela Operação Lava Jato. Diferentemente do movimento nacional, Penha apoia uma “intervenção militar constitucional”, que seria resultado natural da falência dos órgãos públicos.