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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Estiagem causa morte de rebanho e prejuízo em lavouras no Maranhão

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As carcaças de animais que não resistiram ao mais longo período de estiagem dos últimos 30 anos no sertão maranhense, se espalham pelos campos. Sem pasto e sem água pra beber e ainda com um sol escaldante, os animais perdem peso rapidamente e acabam morrendo. Os que caem no meio do mato não levantam mais.

No município de Formosa da Serra Negra, um dos mais castigados pela estiagem, que tem um rebanho de quase 100 mil cabeças de gado, já morreram mais de 1.800 animais, só este ano, segundo Jamilton Rego, coordenador da Defesa Civil.

“Um estrago já registrado de mais de R$ 50 milhões só na parte da pecuária. Registramos em GPS, relatório fotográfico 1.800 cabeças (de gado) que morreram. Mas se falam que já supera 2,5 mil cabeças aqui no município de formosa”, afirmou.

O prefeito de Formosa da Serra Negra, Edmilson Santos, está pedindo ajuda dos governos estadual e federal, porque muitos criadores podem não honrar compromissos com os bancos.....


“Vamos precisar do apoio das instituições, do entendimento, da compreensão para que a gente consiga continuar trabalhando junto às instituições financeiras e honrando. Vamos decretar estado de emergência, vamos pedir apoio ao nosso estado e ao governo federal para que nos ajudem a atravessar esse momento difícil”, explicou.

Em dezembro estão previstos apenas 50 milímetros de chuva, metade da média histórica dos últimos cinco anos. No sul do Maranhão apenas 50% dos 700 hectares previstos para a safra de soja foram plantados até agora.

O agrônomo Cássio Monteiro diz que se não chover nos próximos dias muitos agricultores podem ser obrigados a desistir da soja e antecipar o plantio de milho. “Nos próximos dias, se não chover essa soja não consegue sobreviver. Muitos já estão pensando e muitos já estão levando a cabo a desistência do plantio da soja e desejando plantio da safra de milho como forma de minimizar esse prejuízo”, disse o agrônomo.


G1

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