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domingo, 17 de janeiro de 2016

Populares e autoridades tentam salvar peixes da seca nos lagos da baixada Maranhense

Para garantir que consigam sobreviver até a próxima cheia, todos se uniram para transportar milhões de peixes para lagos e barragens artificiais
Populares e autoridades tentam salvar peixes
José de Ribamar Costa mostra lago seco e esqueletos de peixes; é a segunda vez que pescador vê trechos das margens do Rio Paruá secas (Foto: Biaman Prado)
“Ajudem o nosso rio!”. O apelo foi feito por Josenias Amaral dos Santos, de 49 anos. Ele é agente comunitário de saúde e mora em uma região chamada Florante, às margens do Rio Turiaçu. Na época da cheia, o rio bate, literalmente, na sua porta, mas hoje ele só olha de longe a água cortando a planície seca.
Para tentar ajudar um pouco e garantir que os peixes consigam sobreviver até uma próxima cheia, os moradores da região, pescadores e prefeituras se uniram num esforço único para transportar milhões de peixes do rio para lagos e barragens construídas pelo homem para este fim.
Josué Edikson, o Zezinho Nogueira, secretário de Meio Ambiente da cidade de Santa Helena, conta que eles retiram os peixes do rio, colocam em caixas e transportam até os lagos artificiais. Nos últimos meses, pelo menos 50 milhões de peixes foram remanejados dessa forma. “Ocorreu isso aqui em 1982 e agora volta a acontecer. Todo ano a gente sempre tira alguns peixes de lagoas que secam, mas este ano fomos obrigados a tirar do leito do rio”, explicou o secretário. Mesmo assim, outros milhões de peixes morreram esturricados.
Peixes estão morrendo na Baixada (Foto: Biaman Prado)
Diques
Uma das obras que poderão dar uma nova vida à região da Baixada é a construção de diques, o que possibilitará a preservação dos campos inundados durante todo o ano. De acordo com o prefeito de Santa Helena, João Jorge Lobato (PPS), essas barragens poderiam, de forma definitiva, dar um jeito na seca na região.
O projeto para a construção dos diques já existe e está sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). De acordo com o órgão, até o momento foram elaborados os relatórios parciais de geotecnia, de topografia e de informações socioeconômicas do projeto. Eles são necessários para a elabo­ração do Anteprojeto de Engenha­ria dos Diques.
A etapa seguinte deve ser a elaboração do Termo de Referência que dará suporte à execução da obra. Em seguida, será realizado o processo licitatório para a execução propriamente dita do empreendimento dos diques. O Sistema terá extensão total de 71,2 km, localizada nos municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Férrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba.
MAIS
Como funcionarão
Os diques irão proteger as áreas da Baixada Maranhense contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo, assim, os ecossistemas e os mananciais de água doce dessa região. Além disso, eles têm a função de conter e de armazenar a água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação.

 

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