Sérgio Moro: decisão polêmica que estimula convulsão social no País
Sérgio Moro: decisão polêmica que estimula convulsão social no País
Não sou contra a agilidade e a determinação do juiz Sérgio Moro em colocar na cadeia a organização criminosa, com a devida dosimetria, que tomou conta dos cofres do País.
Mas uma outra coisa é promover uma espécie de “justiçamento” seja por questão pessoal, política e até mesmo embalado pela Rede Globo com a sua campanha sem igual contra o PT.
A sua decisão em quebrar o sigilo e divulgar 24 horas depois um grampo telefônico entre Dilma e Lula , e não por coincidência no mesmo dia da confirmação da nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, é no mínimo suspeita.
Mais estranho ainda é que além de não confirmar ou revelar fatos do objeto da investigação da Lava Jato, o grampo com a conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o o ex-presidente Lula foi realizado duas horas após ele mesmo, o juiz Moro, ter determinado a suspensão das interceptações telefônicas!
A sua decisão em tornar pública uma conversa telefônica reservada e já fora da abrangência da autorização judicial teve a clara consequência em colocar parte da sociedade contra a nomeação de Lula e a favor de um célere processo de impeachment da  presidente Dilma....

A53D83E7-EE08-498F-A35A-2804A7B24F86-export 
Ora, se a interpretação da força-tarefa da Lava Jato de que Lula foi nomeado ministro como forma de escapar de um suposto pedido de prisão feito por Moro, foi o suficiente para justificar o fim do sigilo telefônico em nome do interesse público, o que dizer dos habeas corpus preventivos a que tantos políticos se armam para evitar o sol nascer quadrado?
E que tanta obsessão é essa em querer assinar a ordem de prisão de Lula?
Será que o magistrado não acredita no Supremo Tribunal Federal a quem cabe julgar casos envolvendo ministros de estado?
O foro privilegiado não é um privilégio do PT, mas uma garantia constitucional, que políticos com mandato que a ele recorre pelos motivos mais espúrios possíveis.
Ao fazer Justiça com as própria mãos, um juiz ameaça a estabilidade jurídica do País e serve de adubo aos que defendem o fim da democracia brasileira.