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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Europeus tentam aprender a lidar com Trump

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A Europa reagiu com desconcerto à eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA. Preocupada, Bruxelas apressou-se a convidar o republicano para uma cimeira União Europeia (UE)-EUA. Entre os governos nacionais, as reacções dividiram-se entre o lamento e a resignação.
O Governo britânico foi o que acolheu de forma mais positiva a vitória de Trump, com a memória ainda fresca do apoio dado pelo magnata ao “Brexit”. A primeira-ministra, Theresa May, destacou a “relação especial” entre os dois países, que espera que se mantenham "parceiros próximos e fortes no comércio, segurança e defesa". “Acredito apaixonadamente na importância da relação Reino Unido-EUA e estou confiante de que podemos levá-la em frente juntos”, disse, por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson.
Durante a campanha – que em parte coincidiu com o referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE – Donald Trump apoiou os sectores eurocépticos britânicos. Londres conta com o próximo Presidente norte-americano para que esse apoio se mantenha, algo que não acontecia com Barack Obama que chegou a dizer que o Reino Unido teria de ir “para o fim da fila” caso o “Brexit” vencesse.
Foi da Alemanha que vieram as reacções mais adversas ao triunfo de Trump. O chefe da diplomacia, Frank-Walter Steinmeier, disse esperar tempos “mais difíceis”. “Penso que devemos esperar que a política externa americana se torne menos previsível no futuro próximo”, acrescentou. O vice-chanceler, Sigmar Gabriel, foi ainda mais duro e apelidou Trump de “pioneiro de um novo movimento internacional autoritário e chauvinista”, numa entrevista ao jornal Funke Mediengruppe...

Ao contrário dos seus parceiros de coligação sociais-democratas, a chanceler Angela Merkel adoptou uma postura mais diplomática, apelando aos valores partilhados pelos dois países. “A Alemanha e a América estão unidas por valores – democracia, liberdade, respeito pelo estado de direito, dignidade das pessoas independentemente da sua origem, a cor da sua pele, religião, género, orientação sexual ou visões políticas. Tendo estes valores como base, ofereço-me para trabalhar de perto com o futuro Presidente dos EUA, Donald Trump.”
À entrada de um ciclo eleitoral com potencial explosivo, o Presidente francês, François Hollande, falou como se um atentado tivesse acontecido – pediu união à França e à Europa durante “um período de incerteza”. A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, foi uma das primeiras a dar os parabéns a Donald Trump e “ao povo americano, livre”.
Os líderes da União Europeia quiseram ir mais além das felicitações que a ocasião impõe e propuseram uma visita de Donald Trump à Europa para participar numa cimeira UE-EUA. Jean-Claude Juncker e Donald Tusk não esconderam o carácter urgente do encontro – “assim que lhe for conveniente” foi a expressão utilizada numa carta assinada pelo presidente da Comissão Europeia e pelo presidente do Conselho Europeu. A luta contra o Estado Islâmico, o conflito na Ucrânia, as alterações climáticas, as migrações e o tratado de comércio livre conhecido como TTIP são os temas na agenda.

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