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domingo, 14 de maio de 2017

PM do DF tem arma roubada, luta com bandidos, mas é assassinado

A vítima, o cabo Luciano Pereira, estava no caixa de uma panificadora em Aparecida de Goiás, distante 22 quilômetros da capital goiana, quando foi abordado por dois homens de capacete na cabeça e blusa azul.

  

Cabo Luciano

O policial morto em um assalto em uma padaria em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiás distante 22 quilômetros da capital do estado, teve a arma puxada da cintura por um dos dois criminosos. O homicídio aconteceu às 16h42 deste sábado (13/5), no Setor Jardim dos Buritis, na Panificadora União. Os dois suspeitos tinham 17 anos e estavam com uma moto roubada. Uma das vítima, o cabo Luciano Pereira, estava no caixa do estabelecimento quando foi surpreendido por dois homens de capacete na cabeça e blusa azul. Além do PM, morreram um dos assaltantes – o mesmo que tomou a arma e matou o policial – e uma funcionária que estava em uma mesa externa, em horário de descanso.

É possível ver, no vídeo, o momento em que o primeiro criminoso se aproxima por trás e saca a arma do militar que não estava identificado como policial. Ele ainda tenta evitar, mas o segundo bandido, também armado, aponta outra pistola para o rosto da vítima. Nesse momento o cabo tenta se defender e evitar a ação do segundo criminoso, mas acaba morto com a própria arma pelo primeiro bandido, que conseguiu tomar a pistola dele...
No meio da confusão, o policial não teve a chance de reagir efetivamente, já que foi atacado por dois criminosos ao mesmo tempo. No entanto, um sargento da reserva da PM de Goiás, que lanchava no estabelecimento,  também reagiu. Ele sacou a pistola e disparou. O outro também foi baleado, ficou ferido na perna e na barriga, ainda tentou fugir, mas acabou preso 600 metros do estabelecimento.
A troca de tiros atingiu ainda uma funcionária da padaria que estava em uma mesa do lado de fora da panificadora em horário de descanso. Ela tinha 18 anos e era sobrinha da dona do estabelecimento. Eduarda da Silva Galvão, 18 anos, chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Ela tinha um mês de casada. O crime é investigado como latrocínio (roubo com morte).
Segundo um investigador do Grupo de Investigações de Homicídio (GIH) de Aparecida de Goiânia, o policial do DF estava de moto e parou em um posto de gasolina que fica a 10 metros da panificadora para abastecer. Neste momento, a dupla de assaltantes estava no local e percebeu o volume da pistola do militar. Depois de sair do posto, a vítima estacionou no estabelecimento para colocar crédito no celular, foi seguido pelos criminosos e acabou morto. A polícia acredita que eles estavam em busca da arma do PM.

Cabo Luciano estava na região goiana para participar de um evento de capoeira. Ele tinha um projeto social em Sobradinho e, por meio do esporte, retirava crianças da rua e de situação de violência. O militar atuava no batalhão das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam). Segundo o comandante, major Cláudio Peres, o policial era dedicado ao serviço e alegrava o ambiente com a postura extrovertida. “Ele era muito brincalhão e morreu combatendo o crime. Deixou a mãe, a mulher e duas filhas de 6 e 12 anos exatamente no Dia das Mães”, lamentou.
O oficial contou, ainda, que o cabo Luciano tinha inúmeros elogios na ficha pelas atuações na PM, especialmente na Rotam. “O que temos para ressaltar é que nós, policiais, não nos rendemos no combate ao crime. Vamos continuar nessa luta mesmo que, muitas vezes, também sejamos vítimas”, ressaltou.
Major Cláudio explicou que um dos criminosos tem passagem por homicídio, três receptações e roubo. Mesmo assim estava solto. Ele morreu durante o assalto. O velório do cabo Luciano vai acontecer a partir das 13h deste domingo (14/5) no Cemitério de Sobradinho. O sepultamento está programado para às 17h30. A corporação vai homenagear o militar morto.

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