quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Curso de Ciência Política da UnB terá a disciplina “Golpe de 2016”

Matéria fará parte da grade da universidade e será ministrada pelo professor Luis Felipe Miguel.

Uma disciplina do curso de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) está chamando a atenção de alunos e professores da instituição de ensino. Trata-se da matéria denominada “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. O professor responsável será Luis Felipe Miguel. O educador postou um desabafo em sua rede social, no início da tarde desta quarta-feira (21/2), defendendo o conteúdo que será ministrado.
De acordo com a ementa da disciplina, durante as aulas, os estudantes entenderão “os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff”. Além disso, a matéria pretende analisar o governo presidido por Michel Temer e “investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil”.
 Há ainda aulas previstas com os seguintes temas: “A nova direita radical e a ascensão do parafascismo”, “A campanha pela deposição de Dilma”, “Possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”, ” A campanha pela deposição de Dilma: a mídia”, “A campanha pela deposição de Dilma: o Judiciário e a Lava Jato” e “O projeto do governo Temer: retirada de direitos”.
Em nota, conforme informou a Universidade de Brasília, a proposta de criação de disciplinas, bem como suas respectivas ementas, é de responsabilidade das unidades acadêmicas, que têm autonomia para propor e aprovar conteúdos em seus órgãos colegiados...

“Além disso, a referida disciplina é facultativa, não integrando a grade obrigatória de nenhum curso. A UnB reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e opinião – valores fundamentais para as universidades, que são espaços, por excelência, para o debate de ideias em um Estado democrático”, completou a universidade.

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