quinta-feira, 12 de abril de 2018

Lava-Jato mira fraude em fundos de pensão; buscas em dois estados e no DF

Pela primeira vez, a Lava-Jato no Rio mira corrupção em fundos de pensão. Dinheiro desviado era enviado para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro.

A Operação Lava-Jato atinge, pela primeira vez no Rio de Janeiro, os fundos de pensão. Uma investigação sobre fraudes nos fundos Postalis e Serpros leva a Polícia Federal (PF), nesta manhã de quinta-feira (12/4), a endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Devem ser cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos está o empresário Arthur Pinheiro Machado, detido em São Paulo. No Rio de Janeiro, os agentes prenderam o economista Marcelo Sereno, que é ligado ao PT. Sereno já foi assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na época que José Dirceu era ministro da Casa Civil.

O nome da operação, Rizoma, faz uma alusão a como a corrupção atinge os diversos setores. Assim como a espécie de caule que se ramifica sob a terra, a investigação mostra como o processo de lavagem de dinheiro se entrelaça entre as empresas investigadas...


Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF) foram identificados crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. "Os ilícitos têm vinculação a investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos", explica a PF em nota.

O dinheiro desviado dos fundos de pensão eram enviados a empresas no exterior. Segundo o MPF, todos os valores ilícitos eram gerenciados por um operador financeiro brasileiro. "As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes", de acordo com a PF. Os recursos eram então pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

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