segunda-feira, 23 de abril de 2018

Porto do Itaqui aumenta exportação de soja

O Itaqui é o segundo porto brasileiro na exportação de grãos transportados por ferrovias, com 9%. Em primeiro lugar está o porto de Santos, com 68% do volume do país.

O Porto do Itaqui mantém a curva de crescimento na exportação de soja. No primeiro trimestre deste ano, foram enviadas para fora quase 922 mil toneladas do grão, 5% a mais que no mesmo período do ano passado, quando foi alcançada a marca de 878 mil toneladas.
“A expectativa é de crescimento maior a partir do segundo trimestre, seguindo em alta até meados do ano. O produtor maranhense apostou e vai colher uma supersafra, o que vai levar o Itaqui a novos recordes”, afirma o presidente da Empresa Maranhense de Administração (Emap), Ted Lago.
Embarcações de diversas partes do mundo – como China, Espanha e Holanda – atracaram no Itaqui para levar a soja produzida não só no Maranhão, mas também em Tocantins, Mato Grosso, Piauí e Pará. Isso mostra como o Porto do Itaqui se tornou um empreendimento estratégico para os Estados vizinhos escoarem a produção.
A exportação de soja respondeu por 29% do total de movimentações do Porto do Itaqui entre janeiro e março de 2018. Os derivados de petróleo vieram em seguida. Celulose, fertilizantes e cobre também fazem parte das cargas mais movimentadas no primeiro trimestre deste ano.
Para levar e trazer toda essa carga, foram feitas cerca de 160 atracações no período, com embarcações de países como EUA, Alemanha, Marrocos, Canadá, Arábia Saudita, Rússia, Japão e Emirados Árabes Unidos.
A participação do Porto do Itaqui nos embarques de soja do país aumentou 100% entre 2007 e 2017. A fatia passou de 7% para 14%. O Itaqui é o segundo porto brasileiro na exportação de grãos transportados por ferrovias, com 9%. Em primeiro lugar está o porto de Santos, com 68% do volume do país.
Modernização
Desde 2015, o Porto do Itaqui vem passando por um processo acelerado de modernização, que o tornou mais atraente para as companhias de todo o mundo.
Atualmente, o tempo de espera dos navios é o menor em toda a história do porto, com redução de mais de 50%. De 2014 para cá, essa média caiu de 85 para 35 horas.
Tudo isso significa mais empregos e mais estímulo para a economia do Maranhão. O Itaqui hoje gera cerca de 14 mil empregos no Maranhão e ao longo da área de influência do porto.

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