terça-feira, 28 de agosto de 2018

PT pede ao TSE para Lula gravar campanha eleitoral na prisão

Partido já fez pedidos similares na esfera criminal à Justiça Federal, no Paraná, e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a liberação de profissionais da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba (PR), para gravar anúncio de campanha eleitoral.O pedido foi feito na noite da segunda-feira (27/8), conforme informou o site Uol.
A legenda já fez pedidos similares na esfera criminal à Justiça Federal no Paraná e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Segundo o veículo, agora, a tentativa da defesa do petista é obter decisão positiva na Justiça Eleitoral.
Na solicitação, que será avaliada pelo ministro Jorge Mussi, o partido pede para a PF ser comunicada da decisão “para adotar providências logísticas cabíveis, no sentido de permitir a entrada de profissionais da área de comunicação da coligação e do candidato”.
O objetivo, de acordo com a reportagem, é gravar “áudios e vídeos para serem utilizados no horário eleitoral gratuito”, que começa na próxima sexta-feira (31) no rádio e na televisão. Os presidenciáveis estreiam no sábado (1º/9), com programas às 7h e às 12h nas emissoras de rádio, e às 13h e às 20h30 na televisão.
Lula foi condenado em segunda instância no caso Tríplex do Guarujá (SP). Ele está preso desde abril na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR). Sua sentença é de 12 anos e 1 mês de reclusão.
O petista está inelegível em função da Lei da Ficha Limpa, sancionada por ele há oito anos, quando era presidente da República. Diante disso, sua candidatura será analisada e pode ser barrada pelo TSE. O tribunal tem até o dia 17 de setembro para definir a situação da candidatura de Lula.
Na solicitação, a defesa ressalta que a intenção não é discutir a liberdade do ex-presidente ou o cumprimento de penas após condenação em segunda instância. “O que motiva a coligação a buscar a Justiça Eleitoral, portanto, é a sua competência especializada e exclusiva para reconhecer direitos eleitorais.” Para os defensores, Lula deve ser ouvido não só como candidato, mas “como líder mundial e, sobretudo, por todas transformações sociais efetivadas no país durante o seu mandato presidencial”, informou o site de notícias.

Metrópoles.com 

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