quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ciro bate boca em sabatina e reclama de perseguição a Lula

Tensão tomou conta de encontro marcado por embates entre candidato do PDT à Presidência e entrevistadores.

Bem ao estilo que lhe é característico, o presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, elevou o tom durante a sabatina Estadão-Faap ao se indispor a condução do encontro pela jornalista Eliane Cantanhêde e sair em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dado momento da conversa, a sabatina foi interrompida brevemente pelo bate boca entre ambos.
A colunista do Grupo Estado atravessara a fala do candidato, que reagiu afirmando não aceitar ser interrompido “no meio de respostas complexas para assuntos complexos”. “Não me leve a mal, estou respondendo”, disse o pedetista. A jornalista, por sua vez, reagiu ironicamente, lembrando o presidenciável que o formato do encontro não era de uma palestra na qual somente Ciro falaria. “Se o senhor for dar uma aula de Direito de duas horas, ficaremos todos assistindo sua palestra. Não é uma palestra”, disse.
Antes de os ânimos se acirrarem, o próprio Ciro tinha ignorado sucessivas tentativas de intervenção dos entrevistadores escalados para a sabatina. A própria Eliane Cantanhêde tentara chamar a atenção do presidenciável levantando o dedo para pedir licença antes de falar.
“A sentença que o condenou [Lula] é frágil. Também sou professor de direito”, dizia Ciro. “Um minuto só. Estou falando de Direito. Não estou falando de política. Eu sei que vocês são tudo tarado contra ele”, acrescentou o candidato do PDT à Presidência, sobrepondo-se aos interlocutores presentes.

“A sentença que o condenou [Lula] é frágil. Também sou professor de direito”, dizia Ciro. “Um minuto só. Estou falando de Direito. Não estou falando de política. Eu sei que vocês são tudo tarado contra ele”, acrescentou o candidato do PDT à Presidência, sobrepondo-se aos interlocutores presentes....

Nos momentos em que conseguiu expor suas ideias, sem ser interrompido, Ciro disse lamentar a polarização política do país e considerou que PT e PSDB se afundaram na falta de um projeto para o país. “O Brasil se dividiu entre coxinhas e mortadelas. Eu bem que gostaria que isso não fosse assim, mas eu tomo um lado, o lado dos mortadelas”, afirmou, em referência entre os embates polarizados. Em relação a Jair Bolsonaro (PSL), Ciro disse que quem está alavancando o candidato adversário é “o lado mais truculento da sociedade”. Sobre a própria campanha, o pedetista defendeu a mudança do modelo econômico em curso no país.

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