terça-feira, 18 de setembro de 2018

Integrantes de facção usaram fio elétrico para torturar criança em Timon

De acordo com o delegado Michel Sampaio, titular do 3° Distrito Policial, os suspeitos sequestraram o garoto em uma praça e teriam torturado o menino para que delatasse o autor do furto. As investigações apontaram que a criança foi levada por cerca de cinco suspeitos e o “mensageiro da facção criminosa” teria ido à casa da criança informar o preço do resgate.
“O mensageiro foi informar que a criança havia sido sequestrada e só ia ser liberada após dizer onde estava a moto. A família da criança ainda teria que pedir desculpas ao suposto dono da moto roubada. É uma espécie de tribunal do crime, mas muito mal organizado porque a polícia conseguiu desvendar o crime, soltar a criança e prende um indivíduo”, explica o delegado.
Em depoimento, a criança informou que foi torturada com um fio elétrico. As marcas da agressão ficaram nas pernas, braços e costas do garoto. Um dos suspeitos de participação no sequestro foi preso...

“Eles bateram na criança com um fio elétrico para que o mesmo confessasse onde estava a moto. Colocaram ele em um carro e rodaram pela cidade pra ele dizer onde estava essa moto. Na casa do suspeito que foi preso encontramos roupas e alimentos que indicavam que ali era o cativeiro”,  acrescenta Sampaio.
O menino foi sequestrado por volta de 12h desta segunda-feira (17) e libertado por volta de 18h, quando um dos suspeitos percebeu a presença da Polícia Civil de Timon.
O suspeito preso foi identificado como Francisco Rodrigues Andrade, vulgo Loirinho, capturado ao tentar empreender fuga. O delegado acrescenta que, recentemente, um casal também teria sido torturado pelo suspeito após ser acusado de furtar uma moto.
“Ele ficou calado, mas já era investigado há mais de um mês com relação a uma ação muito simular a essa do garoto. Ele teria pego um casal para que, mediante tortura, confessasse um furto”, reitera o delegado do 3º DP.
A Polícia Civil já representou pela prisão de mais suspeitos de integrarem a facção. Loirinho deve responder por tortura, organização  criminosa, lesão corporal grave e extorsão mediante sequestro.

Casa arrombada
Com a repercussão do caso, a família do garoto teve que sair às pressas de casa sob escolta policial. Membros da facção criminosa teriam prometido incendiar a residência. Há sinais de arrombamento no imóvel.

No bairro onde ocorreu o crime é comum pichações com “B 40” em vários locais como muros, caixas d’água e postes de iluminação pública, além da frase: “Se rouba na quebrada é pena de morte”,  que significa um recado para os rivais do grupo criminoso.
“Eles tentam praticar justiça com as próprias mãos, tentam agir em periferias, em locais com pessoas de pouca instrução, a fim de passar essa falsa mensagem. Eu oriento, que assim como veio a família do garoto, as demais pessoas também procurem o Estado, a polícia, que vai estar em tempo hábil para resolver a situação na forma da lei. Não é procurando outras formas de justiça que se combate o crime. Não se combate o crime, cometendo crimes, mas obedecendo as leis. Incentivo as pessoas que tomarem conhecimento das atividades criminosas desses  indivíduos, a se dirigirem à delegacia ou efetuarem denúncias anônimas que as investigações serão feitas de maneira sigilosa, a fim de combater os atos criminosos praticados por esses indivíduos”, orienta o delegado Michel Sampaio. Do Cidade Verde.

MA.10

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