quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Com a perspectiva de vitória de Bolsonaro, militares discutem novo comando

No Exército, a expectativa é de que Bolsonaro, caso eleito, siga a tradição, interrompida por Dilma, de chamar o general mais antigo para assumir o comando.

Com a perspectiva de vitória do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os militares começam a fazer as apostas para as trocas de comando nas Forças Armadas. O que está em jogo são as substituições do almirante Eduardo Ferreira, da Marinha, do brigadeiro Nivaldo Rossato, da Aeronáutica, e do general Eduardo Villas Bôas, do Exército. Os três tomaram posse em abril de 2015, logo depois que a presidente Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato.

No Exército, a expectativa é de que Bolsonaro, caso eleito, siga a tradição, interrompida por Dilma, de chamar o general mais antigo para assumir o comando. A partir dessa regra não escrita, quem assumirá o cargo será Edson Leal Pujol, atual chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da força. Nascido em Dom Pedrito (RS), Pujol tem 63 anos e foi o primeiro da turma na Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, em 1977. Em 2013, foi nomeado comandante da Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). O oficial recebeu elogios do então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon...

Na sequência dos favoritos, por antiguidade, estão os generais Paulo Humberto, chefe do Estado Maior do Exército; Mauro Cid, chefe do Departamento de Educação e Cultura; e Carlos Barcellos, do Comando Militar do Norte. Todos os quatro oficiais são da turma de Bolsonaro na Academia das Agulhas Negras, no fim da década de 1970, e têm mantido conversas com o deputado sobre as diretrizes para um eventual governo, segundo fontes militares. O presidenciável, como se sabe, não foi promovido além da patente de capitão, optando pela candidatura ao cargo de vereador, na eleição de 1988.

Defesa atual comandante do Exército, general Villas Bôas, sofre com uma doença degenerativa, mas decidiu permanecer no cargo até a troca de comando. Até o momento, Bolsonaro definiu como ministro da Defesa do eventual futuro governo o general Augusto Heleno. O vice do presidenciável é outro oficial da mais alta patente, o general Hamilton Mourão, mas ele tem mantido conversas com os generais Oswaldo Teixeira, para a área de transportes, e Ribeiro Souto, para Educação e Ciência. Das três forças, a que tem mantido mais distância dos movimentos políticos do deputado é a Marinha.


219 MIL

Contingente aproximado do Exército

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