quarta-feira, 28 de novembro de 2018

SSP investiga se militares detidos em Bacabal têm envolvimento com quadrilha

A Secretaria de Estado de Segurança Pública mantém perímetro de buscas por suspeitos de envolvimento em quadrilha especializada em roubos a bancos que promoveu horas de terror na cidade no centro maranhense.
O foco da cúpula de segurança alcança cidades no entorno de Bacabal, entre elas Itapecuru-Mirim, Vargem Grande, Coroatá, Caxias, por onde o bando por ter escapado. Nestas cidades, será mantido o efetivo para a busca de todos os envolvidos, neste primeiro momento em estado de flagrância.
“Nós vamos buscar todos, onde quer que estiverem, nós iremos buscá-los. Já fizemos isso em todos os casos de ataque a banco aqui no estado do Maranhão, e não será diferente”, afirmou o secretário de segurança, Jefferson Portela.
Durante entrevista coletiva que aconteceu na manhã desta terça-feira (27), foi divulgado que cerca de 78 pessoas fazem parte da quadrilha, sendo que na ação criminosa em Bacabal foram pelo menos 30. Após a ação a polícia recuperou R$ 3 milhões de reais e R$ 200 mil no dia seguinte.
“A maior organização do nordeste, o chefe dela hoje mora no Uruguai e o irmão, que tombou agora em Bacabal, era o chefe aqui no Brasil. Eles têm o poder de fogo forte, vieram testar o sistema de segurança no Maranhão e perderam para a Polícia Militar, que deu uma resposta firme. Eles estavam num carro blindado, desceu, fez reféns, foi atacar o quartel, mas o nosso policial tecnicamente neutralizou o chefe da quadrilha e isso gerou um receio neles muito forte, o tamanho da nossa resposta, tiveram uma fuga desordenada da cidade de Bacabal”, garantiu.
Sobre o dinheiro saqueado após a fuga do bando, onde a população furtou o dinheiro deixado para trás, pelo menos oito pessoas foram autuadas por este crime. Um policial militar do Piauí e um soldado do Corpo de Bombeiros do Maranhão se envolveram com o que apontou como “desvio de conduta”, disse que os oficiais estão sendo investigados para saber se eles furtaram o dinheiro, como outros habitantes, ou “se há cadeia de relacionamento com a organização criminosa”.
“Como eles entraram num raio de crime, nós vamos investigar todas as possibilidades”, frisou.

MA.10

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