sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Rodrigo Janot afirma a revista que Aécio e Temer tentaram cooptá-lo

m entrevista à Veja, ex-procurador-geral da República diz que Antonio Palocci prometera "entregar" 5 ministros do STF: "Tudo bobagem"

Prestes a ver lançado o livro “Nada menos que tudo”, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot decidiu fazer jus ao título da biografia. Em entrevista à revista Veja, o ex-chefe do Ministério Público Federal revelou não só como esteve prestes a atirar no desafeto Gilmar Mendes em um dos momentos de maior tensão na relação sempre conturbada com o ministro do Supremo tribunal Federal (STF) , mas revelou tentativas de cooptação do então senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do recém-alçado à Presidência Michel Temer (MDB).

E o ex-PGR continuou: “Houve uma situação semelhante quando Michel Temer assumiu a Presidência da República. O ex-­ministro Eliseu Padilha me sondou para que eu partisse para um terceiro mandato como procurador-geral da República”.

PalocciJanot também relata como, nas negociações com o ex-ministro Antonio Palocci, que havia participado das equipes dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o médico transformado em figurão petista prometeu “entregar” cinco ministros do STF.

“Na primeira vez em que o ex-ministro Antonio Palocci tentou fechar uma delação com a gente, disse que iria entregar cinco ministros do STF. Ele citou a Rosa Weber, o Luiz Fux, o Fachin, mas era igual a biscoito de polvilho, só fazia barulho. Da Rosa Weber ele disse apenas que o marido dela era amigo do ex-marido da Dilma. Disse também que o Fux ia matar no peito e inocentar os petistas no julgamento do mensalão. Do Fachin, dizia que tinha amizade com não sei quem. Tudo bobagem”, relatou Janot na entrevista à revista.
“Foi nessa mesma época que um ministro do Supremo me procurou para saber se ele estava sendo investigado. Com lágrimas nos olhos, disse que a mãe dele não suportaria vê-lo na condição de investigado. Não tinha fundamento nenhum”, prossegue o ex-procurador, que não identificou o nome do ministro.

Metrópoles.com

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