terça-feira, 14 de abril de 2020

Prostitutas se dividem entre ir à rua e suspender atendimento em Brasília devido a pandemia

Efeito colateral da pandemia do novo coronavírus, a crise provocada pelo isolamento social atinge os mais diversos setores econômicos. Nem mesmo o mercado de prostituição local conseguiu escapar dos prejuízos causados pela quarentena. devido
Com brasilienses mais reclusos e temerosos quanto ao risco de contágio da Covid-19, o setor viu o movimento cair drasticamente durante o período de quarentena.
O Metrópoles ouviu 10 profissionais do sexo, que se dividem entre as que optaram por suspender os serviços e as que ainda se arriscam em sair às ruas.
Acostumada com o incessante vai e vem de carros na W3 Norte, Paola* afirma que a procura pelo serviço de acompanhante reduziu pela metade. Ela culpa o medo das pessoas em contrair a Covid-19. No entanto, mesmo diante do risco, volta ao ponto todos as noites à espera de novos clientes.
“Não me resta alternativa. As boates também fecharam, então o jeito é irmos para a rua mesmo. Eu costumava fazer o serviço de acompanhante, por telefone. Mas caiu muito a procura, precisei sair de casa”, afirmou.
Paola conta que colegas de profissão seguiram o mesmo caminho ou adotaram alternativas para garantir o sustento durante a quarentena. “Conheço meninas que só estão fazendo programa com clientes já conhecidos, outras estão fazendo sexo por telefone mesmo”, disse.
Há, contudo, profissionais que suspenderam totalmente os programas em função do elevado risco. “Mesmo com todos os cuidados redobrados, acredito não ser o suficiente. Não temos noção de como serão as coisas nos próximos dias, mas o que temos certeza é de que nossa saúde deve ser priorizada”, afirmou Pietra*.


Metrópoles.com 

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