Flamengo perde nos pênaltis para PSG e dá adeus ao bicampeonato mundial

Em jogo marcado por falhas de Rossi e Marquinhos, Rubro-negro foi valente, mas parou no goleiro russo Safonov

Gabriel Teles, da CNN Brasil
O Flamengo perdeu nos pênaltis, por 2 a 1, na final da Copa Intercontinental 2025.Na tarde desta quarta-feira (17), no Estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan, no Catar, o Rubro-negro empatou por 1 a 1 com o Paris Saint-Germain no tempo regulamentar.

Empurrado pela forte marcação e pela posse de bola, o PSG controlou as ações desde o início. A equipe francesa chegou a balançar as redes logo aos oito minutos, após erro de recuo de Arrascaeta, mas o VAR anulou o lance ao apontar que a bola havia saído do campo antes da finalização. Mesmo assim, o time comandado por Luis Enrique seguiu pressionando, com Vitinha ditando o ritmo no meio-campo e explorando a velocidade pelos lados.

O Flamengo encontrou dificuldades para trocar passes e apostou em lançamentos longos para Bruno Henrique e Arrascaeta. Ainda assim, criou uma boa chance aos 16 minutos, quando Pulgar arriscou de fora da área, obrigando Safonov a fazer a defesa. O PSG respondeu em chegadas constantes até abrir o placar aos 37 minutos. Em jogada rápida, Doué avançou pela direita e cruzou na medida para Kvaratskhelia, que se esticou de carrinho para vencer Rossi.

Na volta do intervalo, o cenário pouco mudou nos primeiros minutos, com o PSG mantendo a posse e rondando a área rubro-negra. A virada de chave veio aos 55 minutos, quando o técnico do Flamengo promoveu a entrada de Pedro no lugar de Carrascal. A presença do camisa 9 deu mais referência ao ataque e aumentou a pressão brasileira.

Aos 14 minutos da segunda etapa, Arrascaeta invadiu a área e foi derrubado por Marquinhos. Após checagem do VAR, o árbitro assinalou pênalti. Jorginho cobrou com categoria, deslocou o goleiro e empatou a decisão, recolocando o Flamengo na briga pelo título.

Depois do gol, o Rubro-negro passou a frequentar mais o campo ofensivo, com Pedro sendo bastante acionado e incomodando a defesa francesa. O PSG ainda tentou responder em bolas paradas, mas encontrou um Flamengo mais organizado e confiante.

Aos 39, o Flamengo conseguiu um contra-ataque fulminante, que parou na finalização de Pedro desviada pelo zagueiro Marquinhos. No minuto seguinte, Plata recebeu um lançamento do goleiro Rossi, dominou, bateu na entrada da área, mas a batida saiu por cima da trave.

Nos acréscimos, o PSG teve uma grande chance após Rossi não afastar de soco, a redonda cair no pé de Dembélé, bater cruzado, e Marquinhos, com caminho aberto, errar a direção do chute dentro da pequena área.

Assim, o duelo foi para a prorrogação. O PSG teve mais domínio, mas não conseguiu finalizar com perigo contra o gol de Rossi. Em algumas jogadas, o zagueiro Léo Ortiz foi crucial para manter o empate no placar.

No segundo tempo da prorrogação, Nuno Mendes teve a melhor chance ao arriscar uma batida de fora da área e forçar um mergulho de Rossi para impedir o empate. Desse jeito, o mundial teve que ser definido nos pênaltis.

Para o Flamengo, De La Cruz converteu, mas Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo perderam para o Rubro-negro. Para o PSG, Dembélé e Barcela perderam. Entretanto, converteram Vitinha e Nuno Mendes.

 

HIV: Maranhão soma mais de 9 mil novos casos em três anos

“E se eu tiver contraído o HIV? O que devo fazer?” A pergunta, feita em voz baixa e tremendo, saiu da boca do jovem Lucas Ribeiro* , de 29 anos, quando ele chegou ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) no bairro do Centro, em São Luís, 48 horas após uma relação sexual sem camisinha. “Eu entrei em pânico. Achei que minha vida tinha virado de cabeça para baixo”, lembra.

No atendimento, ele fez o teste rápido, recebeu aconselhamento e iniciou imediatamente a PEP, tratamento de 28 dias que impede que o vírus se fixe no organismo após uma exposição de risco. “A médica me explicou tudo com calma, mas, mesmo sabendo que estava tomando as medidas corretas de segurança, eu ainda me tremia todo. Foi um susto que eu nunca mais quero sentir”, diz Lucas, que segue tomando os comprimidos diariamente, no mesmo horário, e voltará para novos testes após concluir o ciclo da medicação.

A corrida de Lucas ao serviço de saúde não é um caso isolado e acontece em um cenário que ainda exige atenção. Entre os anos de 2022 e 2025, o Maranhão registrou 9.049 casos de contaminação pelo vírus HIV, 3.284 de aids, 782 gestantes vivendo com o vírus e 1.405 mortes relacionadas às complicações da doença.

Em 2024, foram 2.568 novos casos de HIV, 629 casos de aids, 201 gestantes diagnosticadas e 358 óbitos. Já este ano, até o fim de de outubro, o estado contabiliza 1.414 novos casos, 124 gestantes vivendo com HIV e 265 mortes. Esses números reforçam a urgência de disseminar informações sobre as estratégias de prevenção.

Para a médica infectologista da Hapvida, Ana Saldanha, o primeiro passo é entender que a prevenção não depende de uma única ação. “A prevenção combinada envolve várias estratégias, todas eficazes”, explica. Ela reforça que a camisinha, embora seja uma das formas mais seguras e acessíveis de impedir a contaminação pelo vírus, ainda é subutilizada pela população.

A infectologista destaca também a existência da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para quem tem risco frequente de exposição, e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco. “A PEP é gratuita e está disponível nos Centros de Testagem e Aconselhamento e nos Serviços de Atendimento Especializado. A pessoa é testada, acolhida e recebe toda a orientação necessária”, explica.

Além disso, Ana chama atenção para as vacinas contra HPV e hepatite B, que também fazem parte do cuidado preventivo. “Testar regularmente é fundamental. Diagnóstico precoce muda tudo”, destaca.

 TRATAMENTO 

Quando o diagnóstico de HIV é confirmado, outro passo se torna decisivo: iniciar o tratamento imediatamente. A infectologista explica que isso pode ser feito nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

No entanto, ela ressalta que o maior obstáculo não é a terapia medicamentosa, que hoje é simples, eficaz e feita, muitas vezes, com apenas dois comprimidos diários.

Segundo Ana, outro vilão enfrentado é o preconceito. “O estigma ainda é o principal desafio. Muitas pessoas evitam ser vistas pegando a medicação ou entrando em um centro de testagem. Isso compromete a adesão e pode levar à evolução de contaminação por HIV para aids”, alerta.

Um dos objetivos centrais do tratamento é alcançar a carga viral indetectável. É nesse ponto que se confirma o conceito “Indetectável = Intransmissível (I=I)”. “Se o vírus não está se replicando no sangue, a pessoa não transmite mais o HIV”, explica Ana Saldanha. Segundo ela, esse conhecimento transforma a vida clínica, afetiva e social das pessoas vivendo com HIV.

“O tratamento impede a replicação do vírus e garante qualidade de vida. O paciente vive bem, trabalha, ama, sonha”, completa.

Enquanto espera os resultados finais após a conclusão da PEP, Lucas vive uma mistura de medo e alívio. “Eu aprendi do pior jeito. Hoje eu tenho mais responsabilidade comigo e com o outro”, diz. A médica reforça que histórias como a dele revelam a importância de três pilares no enfrentamento do HIV: prevenir, testar e tratar sem medo. “A informação é mais poderosa do que o pânico. Quanto mais cedo a pessoa busca ajuda, melhores são as chances de controlar o vírus e evitar a transmissão”, conclui.

 

Por: Jonh Cutrin

Operação efetua a prisão de 6 suspeitos por estupro e feminicídio no MA; polícia faz busca por 46 alvos

Ainda nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira(03), a Polícia Civil realizou a prisão de seis suspeitos de envolvimento em crimes de violência contra a mulher e estupro de vulnerável em São Luís e regiões da Grande Ilha.

Até o momento, já foram efetuadas prisões em São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Açailândia e Cidelândia, além de capturas nos estados de Goiás e Rondônia.

Entre os alvos já capturados na Operação Tolerância Zero, estão dois feminicidas, dois autores de estupro, um deles condenado a 9 anos e 8 meses, e um preso por estupro de vulnerável. Um homem condenado a 22 anos de prisão por estupro de menor de 14 anos, também foi preso em São José de Ribamar, além de um outro suspeito que foi preso na Cidade Operária condenado a 11 anos de prisão por estupro.

Em todo o estado estão sendo cumpridos 21 mandados na Grande Ilha e 18 no interior do estado. Outros sete mandados contra investigados ou condenados que estão foragidos em quatro estados fora do Maranhão estão sendo cumpridos.

A operação, que mira 46 alvos, ocorreu no âmbito da Operação Captura e as ações foram realizadas simultaneamente em São Luís, e em municípios do interior e nos estados de Mato Grosso, Goiás, Pará e Rondônia. A força-tarefa reuniu unidades da Polícia Civil do Maranhão, Polícia Militar do Maranhão, Força Estadual de Segurança Pública e forças de segurança dos demais estados.

No interiro do estado, um homem condenado a 9 anos, 8 meses e 21 dias pelo crime de estupro foi preso em Timon. Já em Açailândia, foram capturados dois investigados, um deles preso pelo crime de feminicídio; em Cidelândia, duas prisões foram efetuadas, uma delas, por descumprimento de medidas protetivas.

A Polícia Civil realiza ainda um mutirão para acelerar a conclusão de inquéritos e realizar novas prisões. Cerca de 230 inquéritos estão sendo movimentados em São Luís e Imperatriz por equipes da Delegacia Especial da Mulher e Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). (DifusoraNews)

Engenheiro investigado por agressão à esposa é preso em São Luís

O engenheiro Luciano Botelho Marques, filmado agredindo brutalmente a companheira dentro de casa, em Santa Inês, foi apresentado pela Polícia Civil na Delegacia Geral, no bairro Vila Palmeira, em São Luís.

De acordo com informações preliminares, ele foi preso em condomínio na capital.

Segundo informações do delegado-geral operacional, Ederson Martins, Luciano não ofereceu resistência e se entregou às autoridades.

“Quando o mandado foi expedido em desfavor do alvo, logo montamos a operação. Obtivemos a informação de que ele estaria em um condomínio no bairro do Calhau. Montamos a operação e logramos a prisão. Não houve nenhuma resistência. Ele se entregou, foi preso na portaria do condomínio residencial e levado à delegacia sem maiores intercorrências”, detalhou o delegado.

O vídeo das agressões viralizou no último dia 20 de novembro. As imagens mostram o engenheiro atacando a mulher com tapas, socos e chutes durante o café da manhã. A gravação foi feita por uma câmera de segurança da residência.

Uma terceira pessoa aparece tentando impedir a violência, mas o agressor continua batendo na vítima. Após muita insistência, o homem é afastado e a mulher consegue sair do local.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 8 de outubro, mas o vídeo só veio à tona agora. Logo após sofrer as agressões, a vítima registrou um boletim de ocorrência.

Luciano Botelho Marques foi indiciado por lesão corporal dolosa, com agravante por violência contra a mulher, o que indica que houve intenção de ferir. (DifusoraNews)

Lula se reúne com relator da indicação de Messias no Senado e tenta driblar crise com Alcolumbre

O globo.com

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Os dois almoçaram no Palácio do Planalto, em um compromisso que não consta da agenda do chefe do Executivo.

A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO. Weverton deve apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira.

O Planalto tenta contornar a resistência de senadores, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ao nome de Messias. Alcolumbre e parlamentares de siglas de centro ficaram ressentidos por terem sua preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) preterida por Lula na escolha do nome que deverá ocupar a vaga aberta no STF com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Em nota no domingo, o presidente do Senado afirmou que é “nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas”.

Em meio ao cenário adverso para Messias, Alcolumbre decidiu, na semana passada, pautar a sabatina do advogado-geral da União no Supremo para o dia 10 de dezembro.

Para que possa ser realizada, porém, a votação depende do envio da mensagem presidencial sobre a indicação ao Congresso, o que tem sido postergado pelo Planalto, em ato que é considerado por parlamentares do centrão como uma manobra para dar tempo para que o ministro-chefe da AGU consiga fazer articulação política com senadores para aumentar sua chance de ser aprovado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Os dois almoçaram no Palácio do Planalto, em um compromisso que não consta da agenda do chefe do Executivo.

A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO. Weverton deve apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira.

O Planalto tenta contornar a resistência de senadores, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ao nome de Messias. Alcolumbre e parlamentares de siglas de centro ficaram ressentidos por terem sua preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) preterida por Lula na escolha do nome que deverá ocupar a vaga aberta no STF com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Em nota no domingo, o presidente do Senado afirmou que é “nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas”.

Em meio ao cenário adverso para Messias, Alcolumbre decidiu, na semana passada, pautar a sabatina do advogado-geral da União no Supremo para o dia 10 de dezembro.

Para que possa ser realizada, porém, a votação depende do envio da mensagem presidencial sobre a indicação ao Congresso, o que tem sido postergado pelo Planalto, em ato que é considerado por parlamentares do centrão como uma manobra para dar tempo para que o ministro-chefe da AGU consiga fazer articulação política com senadores para aumentar sua chance de ser aprovado.