Belém decreta emergência em razão de fortes chuvas

Foram mais de 150 milímetros em menos de 24 horas

Belém- 20/04/2026 - Belém decreta estado de emergência após 26 horas de chuva intensa. Foto: Agência Pará.A Foto: Agência Brasil

prefeitura de Belém decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado como extremo.

“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.

Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.

“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.

Doações

Nas redes sociais, a prefeitura informou ter aberto pelo menos um ponto de coleta de doações, na Aldeia Amazônica. Os itens aceitos incluem colchões, itens de higiene pessoal, cestas básicas, alimentos não perecíveis e roupas.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Desconfiança no STF atinge patamar recorde e ultrapassa 50% pela primeira vez, aponta Quaest

A crise reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF) avança em ritmo acelerado em meio ao escândalo do Banco Master e das revelações de envolvimento de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A percepção está ratificada em pesquisa Genial/Quaest, realizada de 10 a 13 de abril, obtida com exclusividade pela Coluna do Estadão.

Pela primeira vez em uma série histórica iniciada em 2022, mais da metade da população desconfia do Supremo. O índice de brasileiros que afirmam não confiar na Corte é recorde e chegou a 53% em abril deste ano. Em contrapartida, a parcela da população que confia na Corte recuou para 41%. O restante não soube ou não respondeu.

Para se ter uma ideia de como a credibilidade do Judiciário vem derretendo, na primeira vez que o levantamento foi feito, 56% dos entrevistados tinham avaliação positiva do STF. O cruzamento das linhas e a tendência de queda mais acentuada ocorreu entre agosto de 2025 e março de 2026, ou seja, justamente quando o escândalo do Master estourou.

Em agosto de 2025, 50% confiavam e 47%, não. A linha positiva começou a cair a partir de então e, em março, a descrença superou a avaliação positiva.

Maior rejeição ao STF no Sul e Sudeste
Os dados estratificados mostram que a percepção sobre o STF varia significativamente conforme a região e a renda do entrevistado. A maior taxa de rejeição à Corte está no Sul, com 62%, e no Sudeste, onde 59% da população rejeitou o STF.

Quanto maior é a renda familiar, maior também é a desconfiança. Entre os que ganham mais de 5 salários mínimos, 60% não acreditam no Supremo. Já entre os brasileiros com renda de até 2 salários mínimos, o cenário é de empate técnico, com 47% de desconfiança e 45% de confiança.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas face a face e questionários estruturados. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o número BR-09285/2026.

 

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Vereador do MA é preso por porte ilegal de arma e suspeita de carro clonado

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) realizou, na quarta-feira (15), a prisão do vereador do município de Formosa da Serra Negra, a cerca de 481 km de São Luís, Itaércio Arruda Milhomem Barros, por suspeita de envolvimento na compra de um carro com suspeita de clonagem.

A ação aconteceu durante uma operação de rotina na cidade de Fortaleza dos Nogueiras, a cerca de 709 km da capital, município onde o vereador mora atualmente.

De acordo com o delegado regional de Balsas, Hudson Nogueira, durante as investigações foi identificado um veículo com indícios de sinais identificadores adulterados. O vereador informou ser o proprietário do veículo e disse que o havia adquirido recentemente, há cerca de dois meses.

“O vereador, informou que era o proprietário do veículo, que tinha adquirido recentemente, há cerca de dois meses. No entanto, não soube explicar de quem tinha comprado esse carro. Limitou-se a dizer que tinha comprado no município de Imperatriz, mas não soube dizer de quem comprou.” afirmou o delegado.

Segundo a polícia, não havia nenhum documento do carro ou procuração, e o veículo estava em nome de terceiros, o que levantou a suspeita dos policiais. Ainda durante a inspeção, foi verificado que o carro apresentava sinais identificadores inconsistentes, já que alguns elementos indicavam um determinado ano de fabricação e outros divergiam.

Ainda conforme a PCMA, diante dos indícios, o vereador foi informado de que seria conduzido à Delegacia de Balsas, a cerca de 810 km de São Luís, juntamente com o veículo, para aprofundamento da inspeção veicular.

Nesse momento, ele pediu para retirar alguns pertences do veículo, quando foi observado pelos policiais, ele tentando pegar uma arma de fogo que estava dentro do carro, um revólver calibre 38.

O vereador Itaércio Arruda foi preso e, além do crime de ocultação de veículo com sinal identificador adulterado, também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.

Até o momento desta publicação, a defesa do vereador Itaércio Arruda não havia se manifestado sobre o caso.

 

Por .com

Combate ao “Bonde dos 40”: operação cumpre prisões e buscas após identificar banco de dados da facção

Uma megaoperação da Polícia Civil foi deflagrada nesta quinta-feira (16) na Grande Ilha de São Luís mira a facção criminosa conhecida como “Bonde dos 40”. Ao todo, estão sendo cumpridos 37 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes de uma facção criminosa. Até o momento, a operação prendeu cinco suspeitos.

A ação contra o crime organizado ocorre de forma simultânea em São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Um dos alvos também é cumprido no município de Balsas, no Sul do Estado.

As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC), que identificou um banco de dados detalhado da facção “Bonde dos 40”. O material revelou, segundo a polícia, um sistema organizado de gerenciamento interno, com dados como data de “batismo”, área de atuação, histórico criminal, indicação de padrinhos e número de matrícula na organização.

A partir da análise desse conteúdo, foi possível identificar e individualizar os investigados, reunindo elementos consistentes que embasaram os pedidos judiciais de prisão e de busca e apreensão.

Batizada de “Operação Atlas”, a operação faz referência à dimensão da ação e ao esforço conjunto das forças de segurança para desarticular a estrutura da organização criminosa. Cerca de 220 policiais participam da operação, que conta com apoio da Polícia Militar, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros Militar.

A operação também integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça, que reúne unidades especializadas de todo o país no enfrentamento ao crime organizado.

 

(Imirante)

Gilmar Mendes suspende julgamento no STF sobre permissão de nomeação de parentes em cargos políticos

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, apresentou nesta quarta-feira, 15 um pedido de suspensão do julgamento que analisa a possibilidade de gestores públicos, como prefeitos, governadores e presidentes, nomearem parentes para cargos políticos.

Gilmar disse ser necessário um “referencial seguro” sobre o tema. “Se se trata de proibir a nomeação, então que façamos de uma maneira mais enfática e, eventualmente, com cláusula de transição”, afirmou em tom de crítica ao voto do relator, ministro Luiz Fux. Ainda faltam registrar os votos Gilmar e o presidente do STF, Edson Fachin.

Fux ajustou o seu voto nesta quarta-feira e defendeu a permissão de que parentes sejam indicados para os cargos de natureza política desde fique comprovado que terceiros aptos a exercerem a função recusaram a indicação. Além dessa mudança, o ministro também mudou de posição sobre o caso concreto e rejeitou o recurso da prefeitura de Tupã (SP) que pleiteava a manutenção de uma lei municipal que permitia a nomeação de parentes como secretários.

Em outubro do ano passado, quando teve início o julgamento, Fux votou a favor de que parentes possam ser indicados para cargos na administração pública e disse que o chefe do Executivo tem o direito de escolher seu secretariado.

A votação contava com maioria de seis votos a favor da tese proposta por Fux e apenas um contrário apresentado pelo ministro Flávio Dino. O magistrado mudou de posição nesta quarta para acompanhar o relator em relação ao caso concreto da prefeitura de Tupã após a apresentação do ajuste. Dino, porém, manteve a divergência em relação à tese de julgamento que autoriza a nomeação de parente caso não haja outras pessoas aptas, posição que foi acompanhada pela ministra Cármen Lúcia.

“Dos princípios constitucionais da administração pública, formalizados no artigo 37 da Constituição, seja o de maior dificuldade de implementação. O princípio da impessoalidade significa a realização do princípio republicano. Nós temos uma infeliz tradição de que a coisa pública não é tão pública quando se chega a determinados cargos”, afirmou a ministra.

Há dois placares atualmente na Corte. São oito votos (Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cármen Lúcia) pela derrubada do recurso da prefeitura de Tupã.

Já em relação à tese de que parentes possam ser indicados quando outras pessoas não aceitarem o cargo, o placar é de seis votos a favor da proposta de Fux e dois contrários (Flávio Dino e Cármen Lúcia). Restam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin.

O Supremo firmou em 2008 a Súmula Vinculante nº 13, que proíbe a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau em cargos de confiança ou comissão. A exceção, como na lei municipal de Tupã aprovada cinco anos depois, é a nomeação para cargos de natureza política, como ministros, secretários estaduais ou municipais.