“STF não pode ser arena de rixa eleitoral”, diz Brandão ao rebater pedido de afastamento

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou ao Supremo Tribunal Federal manifestação em que rebate o pedido de seu afastamento do cargo, formulado pelo PCdoB, e sustenta que a iniciativa tem motivação político-partidária.

A resposta foi encaminhada no âmbito da ação que trata de suposto nepotismo no governo estadual, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. No processo, o partido alega descumprimento de decisões judiciais e defende o afastamento de Brandão por seis meses, além de outras medidas.

Ao se manifestar, o governador contestou diretamente a motivação da ação e afirmou que o caso extrapola o campo jurídico. “A via processual foi acionada não por genuína questão jurídica, mas sim como prolongamento da disputa político-partidária travada extra autos”, declarou.

Brandão também fez críticas ao uso do Judiciário como instrumento de enfrentamento político. “Não se revela tolerável que atores político-partidários lancem mão da via judicial para fins alheios à tutela de direitos”, afirmou. Em outro trecho, reforçou: “transformando o Poder Judiciário em arena de rixa eleitoral para fins de resolução de contendas de ordem política e não jurídica”.

O governador ainda contextualizou que o pedido ocorre após o rompimento entre seu grupo político e o PCdoB, o que, segundo ele, reforça o caráter político da iniciativa. O pano de fundo da disputa envolve o distanciamento com o ex-governador Flávio Dino, antigo aliado e hoje integrante da própria Corte.

O processo segue em análise no STF e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de uma decisão sobre os pedidos apresentados.

 

(O Informante)

BARRA DO CORDA/MA – AÇÃO INTEGRADA ENTRE PCMA E PCDF RESULTA NO CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO

A Polícia Civil do Estado do Maranhão (PCMA), por intermédio da 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda, deu cumprimento, na tarde de sábado (14/03/2026), a mandado de prisão em desfavor de G.C.M., localizado no município de Barra do Corda. A ação foi resultado de trabalho integrado entre a Polícia Civil do Maranhão e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A PCDF identificou que o alvo do mandado de prisão estaria residindo no município de Barra do Corda e repassou informações e detalhes às equipes da Polícia Civil maranhense. A partir dessas informações, a PCMA realizou levantamentos, diligências investigativas e a confirmação da localização do indivíduo.

Após a confirmação, equipes da Polícia Civil realizaram a abordagem e efetuaram a prisão do conduzido, dando cumprimento à ordem judicial.

O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.

A ocorrência foi formalizada por meio do Boletim de Ocorrência no âmbito da 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda.

Imperatriz registra, em média, quatro denúncias diárias de violência contra a mulher

A segunda maior cidade do Maranhão tem 220 novos casos de violência contra a mulher sendo investigados em 2026. Ameaça e violência psicológica lideram denúncias.

Violência contra a mulher: Imperatriz soma 220 novos casos investigados em 2026. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Fonte: Imirante.com

IMPERATRIZ – A Delegacia Especializada da Mulher de Imperatriz registrou mais de mil inquéritos por violência doméstica em 2025. Desse total, 536 investigações foram concluídas ainda no mesmo ano. Desde o início de 2026, 220 novos casos foram instaurados, o que representa, em média, quatro denúncias por dia apenas entre os casos formalizados até agora.

O atendimento às vítimas na segunda maior cidade do Maranhão é concentrado na Casa da Mulher Maranhense, que reúne diferentes órgãos da rede de proteção. No local funcionam o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, a Promotoria de Justiça da Mulher e a Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Imperatriz. A proposta é oferecer suporte completo para quem decide denunciar, sem que a vítima precise se deslocar por vários pontos da cidade.

Medo e dependência emocional dificultam denúncias de violência contra a mulher

Apesar da estrutura, muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para romper com relações abusivas. O medo e a dependência emocional aparecem entre os principais obstáculos.

“Nós mulheres, de certa forma, fomos ensinadas a cuidar dos outros e, por pensar demais em cuidar dos outros, algumas mulheres acabam se anulando e sem perceber essa forma da dependência. E, por se anular, você acaba mantendo essa dependência emocional, não consegue se ver sem a outra pessoa e não se percebe. Então, a manipulação vem também disso, que é o que a gente chama de ‘gaslighting’ que é um tipo de violência emocional”, explica a psicóloga Iana Freitas.

Ameaça lidera denúncias contra mulheres

Segundo a polícia, o crime mais registrado é o de ameaça, que muitas vezes ocorre de forma indireta e demora a ser reconhecido como risco.

“O delito de maior ocorrência é o de ameaça. Essa ameaça, por vezes, ela é sutil, é velada e a mulher demora identificar que essa narrativa é efetivamente perigosa. A violência psicológica, agora, toma também grande proporção aqui. Temos também as vias de fato, que não chega a ser uma lesão corporal, mas no contexto de violência doméstica também é uma contravenção penal importante, muito investigada pela delegacia. E os crimes sexuais”, afirma a delegada Juliana Freitas.

As ocorrências investigadas incluem violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, previstas na Lei Maria da Penha e em outros dispositivos do Código Penal. A delegada explica que a atuação da especializada também abrange casos em que não há relação afetiva entre vítima e agressor, como na importunação sexual.

Treze agressores de mulheres são presos em Imperatriz

Em 2026, até fevereiro, 13 agressores já foram presos em Imperatriz por crimes de violência contra a mulher, entre eles um suspeito de feminicídio.

“A gente diz que a gente trabalha o tempo inteiro para evitar o feminicídio. Então, pequenas narrativas que, aparentemente, passar com muita frequência no meu local de trabalho, ou mandar imagens de armas ou munições, ou frases, narrativas que aparentemente para a mulher não são tão fortes, no contexto de violência doméstica elas tomam uma proporção enormes e podem, sim, vir a gerar outros delitos”, completa a delegada.

Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Prefeito de Graça Aranha mostra impopularidade na visita do Carlos Brandão a Cidade

No dia  12 de fevereiro de 2026, o governador Carlos Brandão visitou a região entre São Domingos do Maranhão e Graça Aranha para entregar obras estruturantes, destacando-se a pavimentação de 23,5 km da “Estrada do Abacaxi”. A agenda incluiu melhorias na zona rural, infraestrutura esportiva e ações de desenvolvimento agrícola, fortalecendo a conectividade e economia local.

Na cidade de Graça Aranha, o que mais chamou a atenção da caravana que acompanhava o governador foi o reduzido número de pessoas presentes nas inaugurações das obras realizadas no município. acabou gerando preocupação no governador e em sua equipe pós baixa participação popular chamou a atenção de quem acompanhava a visita e acabou transmitindo a impressão de que o atual gestor não atravessa um momento de grande popularidade junto à população local, uma situação preocupante.