Pesquisa Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro empata tecnicamente com Lula em 2º turno da disputa pelo Planalto

Por:

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em um possível cenário de segundo turno. O petista aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 45,3%. No levantamento de fevereiro, o atual ocupante do Planalto tinha 45,8% contra 41,1% do parlamentar. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Nos demais cenários de segundo turno testados, o petista aparece empatado tecnicamente contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lula aparece a frente dos demais chefes do Executivos que postulam o Planalto: Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO), Ratinho Junior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS).

Veja os cenários de segundo turno

Lula x Flávio

Lula (PT): 47%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Branco/Nulo: 4%
Não sabe: 3%

Lula x Tarcísio

Lula (PT): 46%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45%
Branco/Nulo: 6%
Não sabe: 3%

Lula x Zema

Lula (PT): 46%
Romeu Zema (Novo): 38%
Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 5%

Lula x Caiado

Lula (PT): 46%
Ronaldo Caiado (União): 37%
Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 5%

Lula x Ratinho Junior

Lula (PT): 47%
Ratinho Jr. (PSD): 41%
Branco/Nulo: 9%
Não sabe: 4%

Lula x Eduardo Leite

Lula (PT): 47%
Eduardo Leite (PSD): 29%
Branco/Nulo: 212%
Não sabe: 12%

Primeiro turno

O petista manteve a liderança numérica em todos os cenários simulados de primeiro turno, mas vê a dianteira diminuir no embate com os nomes da direita. Nos cenários testados, Flávio varia entre 35% e 36%, enquanto Lula marca 40%. Já Tarcísio aparece com 36%.

No mês passado, Flávio pontuava entre 32% e 35,3% (ante 38,7% e 39,5% de Lula) e governador paulista tinha 35% das intenções de voto, atrás do petista, que marcava 40%.

No relatório de março, aparecem em seguida Ratinho — com 9%—, Caiado — com 5% —, Zema — com 5% —, e Leite — com 4%.

Avaliação do governo

Questionados sobre o desempenho do governo, 34,6% dos entrevistados classificaram a gestão petista como ótima ou boa, enquanto 45,3% a consideram ruim ou péssima. Outros 18,3% avaliam como regular, e 1,7% não souberam responder.

A pesquisa também revela um cenário dividido na avaliação pessoal de Lula: enquanto 50,5% desaprovam a maneira como o presidente vem atuando à frente do Palácio do Planalto, outros 47,2% aprovam. Já 2,3% não souberam responder.

Quando questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim deste mandato, 50,6% dos entrevistados disseram que não. Enquanto isso, 46,7% pensam diferente e responderam sim, e 2,7% não souberam opinar.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL. Foram realizadas 1.500 entrevistas em todo o Brasil entre os dias 6 e 10 de março. O intervalo de confiança é de 95%.

Procon-MA ingressa com Ação Civil Pública contra distribuidoras por aumento injustificado no preço dos combustíveis

Por:

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra distribuidoras de combustíveis após identificar aumentos considerados injustificados nos preços da gasolina e do diesel no estado.

Na semana passada, o órgão registrou elevações nos valores praticados em diversos postos de combustíveis e, diante da situação, intensificou as fiscalizações para apurar as causas dos reajustes. Durante as ações, foi constatado que as distribuidoras já estavam repassando aumentos aos postos, mesmo sem qualquer reajuste oficial anunciado pela Petrobras.

Até o momento, a estatal ainda não possui posicionamento oficial sobre a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis. Ainda assim, as distribuidoras teriam elevado os valores com base apenas em expectativas de aumento no mercado internacional, prática que pode configurar elevação de preço sem justa causa, o que é vedado pela legislação consumerista.

A ação foi protocolada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e solicita que as empresas apresentem documentos que comprovem a formação de preços e justifiquem os aumentos aplicados ou que reduzam os preços para os mesmos anteriormente praticados antes dos aumentos. O Procon-MA também pede que as distribuidoras se abstenham de promover novos reajustes sem comprovação de elevação real nos custos.

Segundo o presidente em exercício do Procon-MA, Ricardo Cruz, a medida busca garantir transparência no mercado e proteger os consumidores. “Na semana passada identificamos que os postos estavam aumentando os preços. Durante as fiscalizações verificamos que as distribuidoras já estavam repassando aumento, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras. Por isso, o Procon-MA entrou com uma Ação Civil Pública contra as distribuidoras para que seja esclarecida a formação desses preços e para evitar que o consumidor seja prejudicado por aumentos injustificados”, destacou.

O Procon-MA ressalta ainda que combustíveis como gasolina e diesel são insumos essenciais para a economia, impactando diretamente o transporte de pessoas e mercadorias. Dessa forma, aumentos sem justificativa podem gerar efeitos em cadeia no preço de diversos produtos e serviços.

O órgão informou que continuará monitorando o mercado de combustíveis no estado e intensificando as fiscalizações para garantir o cumprimento da legislação e a proteção dos consumidores maranhenses.

Após Justiça mandar ocultar R$ 62 bilhões de dívidas, corregedor questiona tribunais do MA e de mais 8 Estados

Por:

O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, ordenou que tribunais de Justiça de nove Estados adotem medidas para combater a ocultação de dívidas de consultas públicas do mercado de crédito. Como mostrou a Coluna do Estadão, a Justiça mandou esconder, nos últimos cinco anos, pelo menos 2,9 milhões de dívidas, que somam R$ 62,1 bilhões, segundo levantamento dos Cartórios de Protesto do Brasil. Nesses casos, a dívida segue ativa, mas não é exibida, o que camufla devedores.

A decisão de Campbell, assinada no último dia 26, atinge os tribunais de Justiça dos seguintes Estados: São Paulo, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Ceará, Amazonas e Pará.

Essas Cortes devem obrigar entidades de análise de crédito e centrais de serviços de tabeliães de protesto a informar previamente sobre qualquer decisão que obrigue a ocultação de dívidas.

Os tribunais ainda terão de reforçar o monitoramento de processos que busquem ocultar dívidas de consultas públicas, e comunicar a Corregedoria Nacional de Justiça sobre os casos.

Ministro cita ‘grave ameaça à segurança jurídica’

Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça Foto: Luiz Silveira/Agencia CNJ

Segundo o ministro, a chamada “indústria limpa nome” “representa grave ameaça à segurança jurídica, à transparência das relações comerciais e à higidez do ambiente de crédito no país”.

“A ocultação fraudulenta de registros de protesto e de inadimplência, por meio de liminares obtidas de forma ardilosa, gera um ‘apagão de dados’ que induz credores a erro e fomenta a inadimplência sistêmica”, continuou o corregedor nacional de Justiça.

CNJ abriu investigação em 2023 e ampliou alvos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação sobre o caso em 2023. Na época, eram alvo da apuração tribunais de Justiça de quatro Estados: São Paulo, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Desde então, outras cinco Cortes estaduais entraram na mira do CNJ.

Do total de R$ 62,1 bilhões de dívidas que a Justiça mandou ocultar entre 2021 e 2025, R$ 20,8 bilhões são créditos devidos a órgãos públicos. A divulgação desse montante em bases de dados foi vetada por 62 decisões judiciais em todo o País.

O expediente, conhecido como “indústria limpa nome”, afetou 66 mil credores nos últimos cinco anos. Esse público deixou de ter acesso aos dados atualizados de seus devedores em pesquisas por CPF ou CNPJ. (Estadão)

PF deflagra operação contra esquema de corrupção eleitoral em Caxias/MA

Por:

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias/MA.

A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.

O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

Grupo investigado por fraudes e desvio de R$ 322 milhões atua no MA; três são presos

Por:

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagraram, nesta quarta-feira (4), uma operação contra um esquema de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro que também tem atuação no Maranhão. Agentes saíram para cumprir quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. O MPRJ denunciou 11 pessoas pelo esquema.

Grupo com atuação no Maranhão movimentou R$ 322 milhões em cinco anos
Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. Até a última atualização, três pessoas haviam sido presas na operação Pecunia Obscura. Segundo as investigações, o grupo movimentou R$ 322 milhões em cinco anos.

Alvos da operação
Os alvos são:

Alex Maylon Passinho Dominici, preso no Maranhão;
Celis de Castro Medeiros Júnior, preso no Maranhão;
Saulo Zanibone de Paiva, foragido;
Yago de Araujo Silva, preso no Rio de Janeiro.

De acordo com o MPRJ, os mandados de prisão foram expedidos contra os denunciados Yago de Araújo Silva, apontado como líder da organização criminosa, e Saulo Zanibone de Paiva, que atuava como seu braço direito. Outros dois mandados têm como alvos Celis de Castro Medeiros Junior e Alex Maylon Passinho, integrantes do núcleo maranhense responsável pela lavagem de capitais da organização.

Grupo negociou com o ‘Faraó dos Bitcoins’
Foi determinado o sequestro de R$ 150 milhões em bens e valores. A organização é suspeita de usar empresas fantasmas para lavar dinheiro obtido por meio de fraudes bancárias. Parte das operações financeiras, de acordo com o inquérito, envolveu negociações com o grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, que não é alvo da ação desta quarta-feira.

Uso de documentos falsos para desviar dinheiro de empresa
A investigação começou em março de 2021, após uma fintech denunciar um golpe de R$ 1 milhão. Conforme a apuração, os suspeitos teriam utilizado documentos falsos para explorar falhas no sistema da empresa e desviar recursos.

Com apoio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os investigadores identificaram que o esquema era maior do que o inicialmente apurado. O grupo realizava depósitos em espécie e transferências para diferentes empresas de fachada, numa tentativa de ocultar a origem do dinheiro.

De acordo com as investigações, para ampliar a capacidade de executar as fraudes eletrônicas, os criminosos criavam múltiplas contas digitais com uso de documentos falsos. A apuração de uma única empresa de tecnologia financeira lesada identificou ao menos 238 contas digitais utilizadas para transações que se aproveitavam de uma falha no sistema, segundo o MPRJ.

Além do Rio de Janeiro, a organização criminosa também atua em Minas Gerais e no Maranhão, segundo as autoridades. No estado maranhense, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

O inquérito apura os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

O que são Fintechs 
Fintechs vêm da abreviação de “financial technology” (tecnologia financeira, em inglês) e designam empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos — de forma mais simples e rápida que os bancos tradicionais. (Imirante, com informaões do g1 RJ e MPRJ)