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A reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para debelar a crise causada pelas investigações do Banco Master tinha um impasse. De um lado, o então relator, Dias Toffoli, insistia que não era impedido ou suspeito para conduzir as investigações. De outro, ministros defendiam que ele deixasse o caso como medida para diminuir os ataques à Corte.
A solução foi proposta pelo ministro Flávio Dino, como revelou o portal Poder360 em informação confirmada pelo Estadão. Dino sugeriu que o Supremo divulgasse uma nota conjunta assinada por todos os ministros em apoio a Toffoli. Em troca, o colega liberaria o caso para o sorteio de um novo relator.
Na reunião, ministros criticaram a atitude da Polícia Federal de investigar Toffoli sem autorização do Supremo, o que seria o procedimento correto. Segundo esses ministros, isso pode levar à nulidade do material.
Cármen Lúcia teve a posição mais dura em relação ao caso e defendeu que o pedido de suspeição apresentado pela PF contra Toffoli fosse votado em plenário na sexta-feira, 13. Ministros que têm posição crítica em relação à condução de Toffoli às investigações estavam dispostos a votar a favor dele em nome da defesa da instituição.
A solução sugerida por Dino evitou que as investigações fossem anuladas diante de eventual declaração de suspeição ou impedimento de Toffoli em eventual julgamento no plenário. Toffoli concordou prontamente com o colega. Os ministros esperam que o arquivamento do pedido de suspeição e o afastamento do relator do caso encerrem a crise.
Gravação clandestina
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, na quinta (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master.
Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa.
Magistrados já enviaram inclusive a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação ocorreu.
O magistrado negou à coluna ter feito qualquer registro. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirma ele. Em seguida, levantou a suspeita de que algum funcionário do setor de informática pode ter feito a gravação.
Magistrados afirmaram à coluna que a situação é sem precedentes, de perplexidade e desconforto. Disseram ainda que os diálogos selecionados por quem fez a gravação trazem apenas trechos favoráveis a Toffoli e não mostram a complexidade do que foi discutido na sessão.
A reportagem começa dizendo que a reunião “teve um forte tom político e uma busca de autopreservação por parte de todos os ministros”.
Diz ainda que muitos magistrados apoiavam Toffoli.
E publica falas literais dos ministros.
Gilmar Mendes, por exemplo, disse na reunião, segundo a reportagem: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”.
Em seguida, coloca uma fala de Cármen Lúcia que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Disse ainda que, apesar de ter “confiança” em Toffoli, era necessário “pensar na institucionalidade”.
Luiz Fux, de acordo com a reportagem, disse: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”.
Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na saída de Toffoli do cargo.
Nunes Marques aparece dizendo: “Para mim, isso é um nada jurídico”. Em seguida, critica Fachin por querer votar a suspeição de Toffoli. Sua frase, publicada de forma literal, é a seguinte: “Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida”.
André Mendonça aparece afirmando: “Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli”. Em seguida: “Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado”.
O ministro Cristiano Zanin afirma: “”Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo”.
Flávio Dino também critica a PF: “Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”.
Apesar de todas essas falas, os magistrados concluíram que o melhor para o STF era o afastamento de Toffoli.
A suspeita de que ele gravou os próprios colegas tem o condão de isolar o magistrado na Corte, segundo um de seus integrantes, já que houve uma quebra de confiança.
(Folha de SP e Estadão)
A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.
As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal. O documento abrange os dias 15 a 27 de janeiro de 2026 e reúne, de forma cronológica, registros sobre atendimentos médicos, visitas, atividades físicas e demais procedimentos realizados pela PM.
De acordo com o relatório, Bolsonaro não participou de atividades de remição de pena por leitura em nenhum dos dias analisados, apesar de ter feito o pedido para participar do programa. Em todos os registros diários, a PMDF assinala que “não houve” leitura com fins de remição, assim como não foram realizadas atividades laborais durante o período de custódia.
O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo —que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar— ainda não foi anexado ao processo.
A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.
Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada —a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.
O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia —dias 17,19, 22, 24 e 26— e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.
Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.
De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período —uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.
A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.
A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”.
Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, “bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”, aponta a PM.
Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.
Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.
“E se eu tiver contraído o HIV? O que devo fazer?” A pergunta, feita em voz baixa e tremendo, saiu da boca do jovem Lucas Ribeiro* , de 29 anos, quando ele chegou ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) no bairro do Centro, em São Luís, 48 horas após uma relação sexual sem camisinha. “Eu entrei em pânico. Achei que minha vida tinha virado de cabeça para baixo”, lembra.
No atendimento, ele fez o teste rápido, recebeu aconselhamento e iniciou imediatamente a PEP, tratamento de 28 dias que impede que o vírus se fixe no organismo após uma exposição de risco. “A médica me explicou tudo com calma, mas, mesmo sabendo que estava tomando as medidas corretas de segurança, eu ainda me tremia todo. Foi um susto que eu nunca mais quero sentir”, diz Lucas, que segue tomando os comprimidos diariamente, no mesmo horário, e voltará para novos testes após concluir o ciclo da medicação.
A corrida de Lucas ao serviço de saúde não é um caso isolado e acontece em um cenário que ainda exige atenção. Entre os anos de 2022 e 2025, o Maranhão registrou 9.049 casos de contaminação pelo vírus HIV, 3.284 de aids, 782 gestantes vivendo com o vírus e 1.405 mortes relacionadas às complicações da doença.
Em 2024, foram 2.568 novos casos de HIV, 629 casos de aids, 201 gestantes diagnosticadas e 358 óbitos. Já este ano, até o fim de de outubro, o estado contabiliza 1.414 novos casos, 124 gestantes vivendo com HIV e 265 mortes. Esses números reforçam a urgência de disseminar informações sobre as estratégias de prevenção.
Para a médica infectologista da Hapvida, Ana Saldanha, o primeiro passo é entender que a prevenção não depende de uma única ação. “A prevenção combinada envolve várias estratégias, todas eficazes”, explica. Ela reforça que a camisinha, embora seja uma das formas mais seguras e acessíveis de impedir a contaminação pelo vírus, ainda é subutilizada pela população.
A infectologista destaca também a existência da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para quem tem risco frequente de exposição, e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco. “A PEP é gratuita e está disponível nos Centros de Testagem e Aconselhamento e nos Serviços de Atendimento Especializado. A pessoa é testada, acolhida e recebe toda a orientação necessária”, explica.
Além disso, Ana chama atenção para as vacinas contra HPV e hepatite B, que também fazem parte do cuidado preventivo. “Testar regularmente é fundamental. Diagnóstico precoce muda tudo”, destaca.
TRATAMENTO
Quando o diagnóstico de HIV é confirmado, outro passo se torna decisivo: iniciar o tratamento imediatamente. A infectologista explica que isso pode ser feito nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).
No entanto, ela ressalta que o maior obstáculo não é a terapia medicamentosa, que hoje é simples, eficaz e feita, muitas vezes, com apenas dois comprimidos diários.
Segundo Ana, outro vilão enfrentado é o preconceito. “O estigma ainda é o principal desafio. Muitas pessoas evitam ser vistas pegando a medicação ou entrando em um centro de testagem. Isso compromete a adesão e pode levar à evolução de contaminação por HIV para aids”, alerta.
Um dos objetivos centrais do tratamento é alcançar a carga viral indetectável. É nesse ponto que se confirma o conceito “Indetectável = Intransmissível (I=I)”. “Se o vírus não está se replicando no sangue, a pessoa não transmite mais o HIV”, explica Ana Saldanha. Segundo ela, esse conhecimento transforma a vida clínica, afetiva e social das pessoas vivendo com HIV.
“O tratamento impede a replicação do vírus e garante qualidade de vida. O paciente vive bem, trabalha, ama, sonha”, completa.
Enquanto espera os resultados finais após a conclusão da PEP, Lucas vive uma mistura de medo e alívio. “Eu aprendi do pior jeito. Hoje eu tenho mais responsabilidade comigo e com o outro”, diz. A médica reforça que histórias como a dele revelam a importância de três pilares no enfrentamento do HIV: prevenir, testar e tratar sem medo. “A informação é mais poderosa do que o pânico. Quanto mais cedo a pessoa busca ajuda, melhores são as chances de controlar o vírus e evitar a transmissão”, conclui.
Por: Jonh Cutrin
Ainda nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira(03), a Polícia Civil realizou a prisão de seis suspeitos de envolvimento em crimes de violência contra a mulher e estupro de vulnerável em São Luís e regiões da Grande Ilha.
Até o momento, já foram efetuadas prisões em São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Açailândia e Cidelândia, além de capturas nos estados de Goiás e Rondônia.
Entre os alvos já capturados na Operação Tolerância Zero, estão dois feminicidas, dois autores de estupro, um deles condenado a 9 anos e 8 meses, e um preso por estupro de vulnerável. Um homem condenado a 22 anos de prisão por estupro de menor de 14 anos, também foi preso em São José de Ribamar, além de um outro suspeito que foi preso na Cidade Operária condenado a 11 anos de prisão por estupro.
Em todo o estado estão sendo cumpridos 21 mandados na Grande Ilha e 18 no interior do estado. Outros sete mandados contra investigados ou condenados que estão foragidos em quatro estados fora do Maranhão estão sendo cumpridos.
A operação, que mira 46 alvos, ocorreu no âmbito da Operação Captura e as ações foram realizadas simultaneamente em São Luís, e em municípios do interior e nos estados de Mato Grosso, Goiás, Pará e Rondônia. A força-tarefa reuniu unidades da Polícia Civil do Maranhão, Polícia Militar do Maranhão, Força Estadual de Segurança Pública e forças de segurança dos demais estados.
No interiro do estado, um homem condenado a 9 anos, 8 meses e 21 dias pelo crime de estupro foi preso em Timon. Já em Açailândia, foram capturados dois investigados, um deles preso pelo crime de feminicídio; em Cidelândia, duas prisões foram efetuadas, uma delas, por descumprimento de medidas protetivas.
A Polícia Civil realiza ainda um mutirão para acelerar a conclusão de inquéritos e realizar novas prisões. Cerca de 230 inquéritos estão sendo movimentados em São Luís e Imperatriz por equipes da Delegacia Especial da Mulher e Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). (DifusoraNews)
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