Ministério da Economia vai liberar R$ 1,4 bi para compra de vacinas

Dinheiro será remanejado para Plano Nacional de Imunização

Caminhos da Reportagem | Vacina: dose de esperança

O Plano Nacional de Imunização receberá R$ 1,4 bilhão para a compra de vacinas contra a covid-19, anunciou hoje (22) o secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago. Segundo ele, a portaria com a liberação dos recursos será publicada nesta terça-feira (23) no Diário Oficial da União.

O dinheiro virá por meio de um crédito suplementar no Orçamento de 2021, que remaneja gastos discricionários (não obrigatórios), sem impactar as contas públicas nem estourar o teto de gastos. Caso os recursos viessem por meio de créditos extraordinários, estariam fora do teto.

O governo espera comprar 340 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no próximo ano. Segundo Colnago, o crédito suplementar foi necessário porque o governo precisa adiantar 10% do valor do contrato ainda este ano. “O grosso da despesa [com a aquisição de vacinas] será no ano que vem”, declarou.

De acordo com o secretário especial, os gastos com a vacina já estão registrados na última versão no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje pelo Ministério da Economia. O documento reduziu a previsão de déficit primário – resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública – de R$ 139,4 bilhões para R$ 95,8 bilhões em 2021.

Estimativas

Ao comentar as novas projeções do relatório, Colnago destacou que as estimativas para a dívida bruta estão bem melhores que o previsto pelas instituições financeiras. O documento prevê que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) encerrará 2021 em 81,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). Caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios seja aprovada, o indicador ficará em 81,9%. “É um patamar bem abaixo do que vinha sendo falado pelo próprio mercado”, disse.

Em relação às previsões para o déficit primário, o secretário especial disse que o governo continua caminhando em direção à consolidação fiscal, por meio da limitação do teto de gastos e do crescimento da arrecadação decorrente da recuperação econômica.

“Temos como variável principal, além do controle das despesas pelo teto, a melhoria da arrecadação, bem acima do que a gente imaginou”, declarou. Colnago ressaltou que o governo pode usar o espaço fiscal que costuma surgir perto do fim do ano para enviar ao Congresso um projeto de lei para recompor gastos discricionários.

O secretário comentou que o déficit primário poderia chegar próximo a zero em 2022 não fosse a PEC dos Precatórios e a elevação dos gastos sociais. Apesar de o déficit do próximo ano aumentar de 0,5% para 1,5% do PIB caso a PEC seja aprovada, Colnago disse que o resultado negativo regredirá para os níveis de 2015.

 

Agência Brasil – Brasília

Cientistas aproveitam o pequi como anti-inflamatório e protetor solar

Unesp encontra forma criativa e sustentável de aproveitar fruto

Muitos cosméticos são produzidos a partir de matérias-primas naturais, que estão disponíveis a baixo custo e sem agredir o meio ambiente. E ainda ajudam a movimentar a economia e ajudar pequenos produtores.

É o caso do pequi, muito utilizado na culinária no cerrado brasileiro, principalmente pela população de Goiás. Além da alimentação, o óleo de pequi, extraído da polpa e da amêndoa do fruto, já é utilizado na indústria farmacêutica e de cosméticos. Mas, o que sobra do pequi após esse processo, equivalente a 90% do fruto, geralmente é descartado, gerando um desperdício de centenas de toneladas por ano.

Isso, no entanto, pode mudar. Pesquisadores da unidade de Assis da Universidade Estadual Paulista (Unesp), encontraram uma forma criativa, sustentável e barata de aproveitar essa matéria-prima natural. Em estudos que começaram em 2016, os cientistas desenvolveram dois novos produtos a partir dos resíduos da fruta: um creme anti-inflamatório e um protetor solar com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento da pele.

A professora da Unesp em Assis, Lucinéia dos Santos, cita as vantagens dessa descoberta e destaca benefícios que o aproveitamento das sobras do pequi vai proporcionar. Segundo ela, além dos benefícios no campo da cosmética, a economia social das famílias que dependem do fruto também pode melhorar com o aproveitamento desse material de forma sustentável.

Ainda segundo a pesquisadora, os produtos desenvolvidos com o resíduo do fruto apresentaram resultados promissores em testes farmacológicos.

As novidades já foram patenteadas pela Agência Unesp de Inovação e aguardam aprovação da Anvisa para serem comercializadas.

 

Agência Brasil

Programa Auxílio Brasil recebe recursos de R$ 9,4 bilhões

Lei foi sancionada pelo presidente Bolsonaro

Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que abre espaço de R$ 9,4 bilhões no orçamento da Seguridade Social para o pagamento, ainda este ano, do Auxílio Brasil. A medida remaneja o saldo do Bolsa Família, que foi extinto e substituído pelo novo programa social do governo. Os recursos são em favor do Ministério da Cidadania.

A lei foi aprovada nesta quinta-feira (11) no Congresso Nacional e ontem mesmo foi sancionada e publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O benefício começa a ser pago no próximo dia 17, seguindo o calendário do Bolsa Família. Cerca de 17 milhões de famílias receberão um tíquete médio de R$ 217,18…..

 

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País receberá este mês 35 milhões de doses a mais de vacina

O governo federal conseguiu antecipar a chegada de 35 milhões de vacinas contra covid-19 que chegaria ao Brasil em dezembro. A previsão inicial para o mês de novembro era receber dos laboratórios 61,8 milhões de doses, mas esse número subiu para 98 milhões de doses.

Segundo a previsão do Ministério da Saúde, devem ser entregues 21,7 milhões de doses da AstraZeneca, 56,7 milhões da Pfizer e 7,7 milhões da Janssen, de dose única. “A nossa campanha vai muito bem. Até o final do ano, toda a população brasileira pode estar plenamente vacinada com as duas doses de vacina”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante agenda em João Pessoa (PB).

Até agora, 344,1 milhões de doses foram entregues aos estados e o Distrito Federal pelo Ministério da Saúde. O Brasil aplicou mais de 280,9 milhões de doses de vacinas contra covid-19. Mais de 156,3 milhões de pessoas tomaram a primeira dose – o que representa cerca de 88,3% da população-alvo (177 milhões de pessoas). Mais de 124,6 milhões de brasileiros completaram o esquema vacinal, ou seja, cerca de 70,4% do público-alvo.

 

Por Agência Brasil

Puxado pela gasolina, IPCA vai a 1,25%, maior resultado para outubro desde 2002

No ano, o indicador acumula alta de 8,24% e, em 12 meses, de 10,67%, informou o IBGE nesta quarta-feira (10).

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país –, foi de 1,25% em outubro ante 1,16% no mês anterior. A aceleração vista no índice veio, sobretudo, devido aos combustíveis.

O valor veio acima da expectativa do mercado, cuja projeção ficava em torno de 1,05%.

O resultado do mês é maior para o período desde 2002, quando o índice foi de 1,31%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

No ano, o indicador acumula alta de 8,24% e, em 12 meses, de 10,67%. No mês anterior, o acumulado em 12 meses era menor (10,25%).

O valor fica muito acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 5,25%. O centro da meta é de 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em setembro, foi a primeira vez que o índice atingiu dois dígitos nesse período em cinco anos e meio.

O IBGE verificou alta nos preços de todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para os transportes (2,62%), levados pelo valor dos combustíveis (3,21%).

Nesse grupo, só a gasolina teve alta de 3,10%, o maior impacto individual no índice do mês (0,19 p.p.).

O instituto ressalta que essa foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

/ IBGE

“Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto (0,55 p.p) de longe no índice do mês, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov em nota.

O resultado vem em meio a uma série de reajustes anunciados pela Petrobras no preço do combustível vendido às refinarias.

Além da gasolina, os demais combustíveis também tiveram alta no mês: óleo diesel (5,77%), etanol (3,54%) e gás veicular (0,84%).

Outro destaque do grupo de transportes ficou com as passagens aéreas, com alta de 33,86%. O IBGE destaca que esse item avançou em todas as regiões pesquisadas, que foram desde 8,10% em Rio Branco até 47,52% em Recife.

O instituto acrescenta que, além do preço dos combustíveis, a depreciação cambial afeta o preço das passagens. Esse movimento vem se intensificando à medida que a abertura das atividades ganha força com o arrefecimento da pandemia.

“O avanço da vacinação levou a um aumento no fluxo de circulação de pessoas e no tráfego de passageiros nos aeroportos. Como a oferta ainda não se ajustou à demanda, isso também pode estar contribuindo com a alta dos preços”, diz Kislanov em nota.

Esse efeito também impacta no preço dos transportes por aplicativo, que registraram alta de 19,85% no mês.

Todas as áreas pesquisadas tiveram alta nos preços em outubro. As maiores variações ficaram com a região metropolitana de Vitória e no município de Goiânia, ambos com 1,53%.

Outros grupos

O grupo dos alimentos e bebidas teve a segunda contribuição do índice, com alta de 1,17%. os destaques desse grupo foram tomate (26,01%) e batata-inglesa (16,01%).

Já a alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro.

O grupo habitação avançou 1,04% no mês influenciado pela energia elétrica (1,16%). O IBGE destaca que, apesar da alta, houve desaceleração nesse item em relação a setembro (6,47%).

Outros destaques foram os grupos vestuário (1,80%) e artigos de residência (1,27%).

 

Cnn Brasil.com