Brasil tem 1.054 óbitos por covid-19 em 24h; média mantém tendência de queda

O Brasil registrou 1.054 novos óbitos em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. A média móvel diária de mortes, que leva em consideração números dos últimos sete dias, ficou em 2.375 nesta segunda-feira, 3, uma redução de 16% em duas semanas. Apesar da tendência de queda, o País vê a pandemia se manter em um alto patamar.

A média desta segunda-feira é a menor desde o dia 25 de março, quando o dado ficou em 2.276. Naquela data, a tendência observada era inversa à atual, com os registros em crescimento. O Brasil mantém uma média de mortes superior a 2 mil vítimas por dia desde o dia 17 de março, segundo registros reunidos pelo consórcio formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL, junto a 27 secretarias estaduais da Saúde.

O total de mortes chegou a 408.829. Nas últimas 24 horas, 37.451 novos casos da doença foram confirmados, fazendo o total chegar a 14.791.434. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 13.336 476 pessoas recuperadas da doença e 1.034.431 em acompanhamento.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

 

Por Agência Estadão

Desemprego atinge número recorde de 14,4 milhões no País

A taxa de desemprego subiu de 14,2%, em janeiro, para 14,4% no trimestre terminado em fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE). Com isso, o número de desempregados no País atingiu o número recorde de 14,423 milhões de pessoas.

Em apenas um trimestre, o total de desempregados deu um salto de 2,9%, representando um conjunto de cerca de 400 mil brasileiros. Já em relação a fevereiro do ano passado – período pré-pandemia da covid-10 – esse número aumentou 16,9%, o equivalente a 2,080 milhões de pessoas a mais procurando trabalho.

Na avaliação de especialistas, a despeito das políticas do governo para tentar mitigar os efeitos da pandemia, como a reedição do auxílio emergencial e do programa de manutenção do emprego e renda, a taxa de desemprego deve continuar a subir nos próximos meses. Analista da Tendências Consultoria Integrada, Lucas Assis prevê um pico no terceiro trimestre deste ano.

“Para a segunda metade do ano, mesmo diante da aceleração da atividade econômica, as vagas geradas no mercado de trabalho não devem ser suficientes para absorver os atuais desocupados, tampouco os 10,5 milhões de novos inativos dos últimos 12 meses com perspectivas de buscarem colocação após maior flexibilização do isolamento e fim do auxílio emergencial”, avaliou Assis.

Já o economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, destaca o fato de a informalidade continuar avançando mais do que os registros com carteira assinada. Pelos dados do IBGE, em apenas um trimestre, mais 526 mil pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais. “Além da fragilidade no mercado de trabalho, a qualidade da ocupação também é preocupante”, afirmou ele, lembrando que esse grupo de trabalhadores está menos amparado no momento, visto que o auxílio emergencial só foi renovado este mês e com um valor seis vezes menor do que o do ano passado.

Razões

Além da questão sazonal de dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim do ano anterior, o mercado de trabalho também mostra impacto do recrudescimento da pandemia. Embora as medidas restritivas tenham sido mais marcantes em março, Adriana Beringuy, analista da pesquisa do IBGE, lembra que em fevereiro já havia sinalização de restrições, com o cancelamento de eventos como o carnaval. Outro elemento que contribui para a maior busca por trabalho foi a redução do auxílio emergencial, com impacto na renda das famílias.

“Se você pensar que o valor que está sendo oferecido é bem menor que o anteriormente conseguido, é natural de se esperar um crescimento de mais pessoas procurando trabalho. O que vimos em 2020 é que muitas vezes a menor procura de trabalho estava ligada às medidas de restrição para o combate à pandemia”, disse Adriana.

A população inativa – que não trabalha nem busca emprego – somou 76,431 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro, 18 mil a mais que no trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2020, a população inativa aumentou em 10,494 milhões de pessoas. Entre os inativos, houve um recorde de 5,952 milhões de pessoas em situação de desalento em fevereiro – 229 mil a mais em apenas um trimestre. Esse número forma o grupo de brasileiros que não procuram uma nova colocação por acreditar que não vão encontrar nenhuma oportunidade. “Mais importante que falar que é o maior contingente de desalentados é dizer que é uma população que não para de crescer”, ressaltou Adriana, do IBGE.

O economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos, acredita que a Pnad só exibirá sinais de melhora consistente a partir do terceiro trimestre deste ano, ainda que em ritmo moderado. A população ocupada total, segundo ele, deve retornar aos níveis pré-pandemia apenas no fim de 2022. “As categorias de emprego informal devem registrar perdas adicionais nas próximas divulgações mensais, sobretudo em março e em abril, como reflexo das medidas de distanciamento social”, estimou Margato. (Colaboraram Guilherme Bianchini e Thaís Barcellos)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Receita libera nova versão do programa da declaração do IR 2021

Os contribuintes com Imposto de Renda a pagar precisam estar atentos. A Receita Federal liberou hoje (29) em sua página na internet uma nova versão do programa gerador da declaração de 2021.

A atualização foi necessária por causa do adiamento da entrega da declaração para 31 de maio. O programa emitirá guias do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) com novas datas de vencimento.

Quem já enviou a declaração não precisa se preocupar. A Receita informa que quem emitiu Darf com vencimento até amanhã (30) poderá pagar o imposto até 31 de maio sem acréscimos. Não há necessidade de fazer declaração retificadora nem de reimprimir a guia. Quem optou pelo débito automático também não precisa fazer nada. O valor referente a abril só será debitado em 31 de maio.

 

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Dólar volta a cair e fecha no menor valor desde janeiro

Bolsa de valores recua 0,82% em dia de realização de lucros

Em mais um dia de alívio externo e interno no mercado financeiro, o dólar voltou a cair e fechou no menor valor desde o fim de janeiro. Depois de ter alcançado ontem (28) o maior nível em duas semanas, a bolsa de valores recuou num dia de realização de lucros, quando os investidores vendem ações para embolsarem ganhos recentes.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (29) vendido a R$ 5,337, no menor valor desde 26 de janeiro, quando tinha fechado em R$ 5,327. A cotação operou próxima da estabilidade durante todo o dia, alternando altas e baixas, até consolidar a tendência de queda na hora final de negociação. A divisa acumula queda de 5,19% em abril e alta de 2,99% em 2021.

O otimismo no câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 120.066 pontos, com recuo de 0,82%. O indicador chegou a operar em alta no início da sessão, mas passou a cair nas horas seguintes com os investidores vendendo ações de bancos, que tinham subido ontem.

O dólar caiu ainda sob efeito do discurso de ontem do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Após dois dias de reuniões, o Banco Central norte-americano anunciou que não pretende mexer tão cedo na política de estímulos à maior economia do planeta. Ontem à noite, o presidente Joe Biden propôs um novo pacote econômico de US$ 1,8 trilhão em ajuda a famílias americanas de menor renda e investimentos em infraestrutura, elevando para quase US$ 4 trilhões o total de injeção de dólares oferecida em seu governo.

A maior quantidade de dólares em circulação aumenta a liquidez no sistema financeiro internacional e reduz a pressão sobre países emergentes, como o Brasil. No cenário interno, o dólar consolidou a queda após a divulgação do resultado do Governo Central, que apontou superávit primário de R$ 2,1 bilhões em março. O resultado veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras, que projetavam déficit de R$ 3,1 bilhões no mês passado.

Com informações da Reuters

Em primeiro dia, CPI confirma Renan como relator e planeja depoimentos

Oficializado na relatoria, senador Renan Calheiros (MDB) apresenta requerimentos e propõe ouvir ex-ministros.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia foi oficialmente instalada nesta terça-feira (27). Apesar da contrariedade de senadores aliados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prevaleceu o acordo entre oposicionistas e os parlamentares independentes para eleger Omar Aziz (PSD-AM) como o presidente da CPI.

Aziz recebeu oito votos, dentre os 11 possíveis, e foi eleito, derrotando Eduardo Girão (Podemos-CE), candidato alinhado ao Palácio do Planalto e que ficou com os três votos restantes. O novo presidente da CPI cumpriu o que vinha prometendo e designou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator do inquérito.

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