Teto de gastos e reforma da Previdência geraram economia de R$ 900 bi

Com juros menores, valor deixou de ser incorporado à dívida pública

Fachada do Ministério da economia

A dívida pública líquida deixou de crescer R$ 900 bilhões desde o fim de 2016 com o teto federal de gastos e com a reforma da Previdência. A estimativa consta de relatório divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

O documento comparou a taxa de juros implícita na dívida líquida do governo central de novembro de 2016, mês anterior à promulgação do teto de gastos, a dezembro de 2020. Essa taxa caiu de 43,4% ao ano em 2016 para 8,9% ao ano no fim do ano passado, ajudando a conter o endividamento público.

Para chegar à estimativa de R$ 900 bilhões, o órgão projetou a evolução da dívida pública com as taxas registradas em novembro de 2016. Em seguida, usou o deflator do Produto Interno Bruto (PIB) para corrigir a variação.

De acordo com a SPE, os juros implícitos da dívida pública líquida ficaram em média 0,32 pontos percentuais ao mês mais baixos após a adoção do teto dos gastos e 1 ponto percentual ao mês mais baixo após a reforma do sistema previdenciário.

 

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Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda

Meta é imunizar 79,7 milhões de pessoas

O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde começam na segunda-feira (12) a campanha de vacinação contra a gripe. Além de evitar complicações decorrentes da gripe causada pelo vírus, a vacinação ganha uma outra importância no momento.

Com diversos estados com leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) lotados e filas de espera em função da pandemia do novo coronavírus, a iniciativa também é importante para evitar uma sobrecarga nos sistemas de saúde.

O público estimado pelo ministério é de 79,7 milhões de pessoas e o objetivo é vacinar pelo menos nove em cada dez pessoas dos grupos prioritários.

Os grupos serão organizados para vacinação em três etapas. Os dias de mobilização, chamados de dias D, serão definidos em cada município pela Secretaria de Saúde local.

Os grupos prioritários são:

– Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

– Gestantes;

– Puérperas;

– Povos indígenas;

– Trabalhadores de saúde;

– Pessoas com 60 anos ou mais;

– Professores;

– Portadores de doenças crônicas não transmissíveis;

– Pessoas com deficiência permanente;

– Forças de segurança, de salvamento e armadas;

– Caminhoneiros;

– Trabalhadores do transporte coletivo de passageiros;

– Funcionários trabalhando em prisões e unidades de internação;

– Adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em unidades de internação;

– População privada de liberdade.

Covid-19

O Ministério da Saúde não recomenda que seja feita a aplicação das vacinas contra a covid-19 e contra a influenza conjuntamente. A pasta recomenda que as pessoas que estiverem nos grupos prioritários procurem se vacinar antes contra a covid-19. Especialistas recomendam pelo menos uma diferença de 14 dias entre uma e outra.

 

Agência Brasil

Aprovado texto-base de projeto que permite empresas comprarem vacinas

Câmara vota os destaques nesta quarta-feira, a partir das 13h55

Votação de propostas. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP – AL)

A Câmara dos Deputados aprovou, no fim da noite dessa terça-feira (6), o texto-base da proposta que permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS). Foram 317 votos a favor da proposta e 120 contrários.

Vários destaques que ainda poderão mudar o texto serão votados nesta quarta-feira (7), em sessão plenária prevista para começar às 13h55. Com a conclusão da votação, o projeto seguirá para análise e votação do Senado.

O texto-base aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Celina Leão (PP-DF), que faz alterações no Projeto de Lei 948/21, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). A aquisição das vacinas, segundo o texto, poderá ser feita pelas pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio.

Com informações da Agência Câmara

Fiocruz triplica produção e prevê entrega de 18,4 milhões de doses até 2 de maio

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passou a produzir 900 mil doses diárias da vacina contra a covid-19, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira, 6, pela instituição. O número é o triplo do que estava sendo fabricado no início de março. Até o dia 2 de maio, a Fiocruz prevê a entrega de 18,4 milhões de doses para distribuição pelo Ministério da Saúde aos Estados.

O acréscimo, vigente desde o fim de março, se deu pelo início da operação de uma segunda linha de produção no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz. Com 8,1 milhões de doses já entregues até 2 de abril, a fundação destacou que alcançará a marca total de 26,5 milhões de vacinas repassadas até o início de maio.

Um novo acréscimo na produção é previsto com o início de um novo turno de trabalho, que fará com que a produção diária chegue a 1,2 milhão de doses diárias. As entregas ao Programa Nacional de Imunização, coordenado pelo Ministério da Saúde, são feitas após o processo de controle de qualidade, procedimento que dura cerca de 20 dias e que é necessário para garantir a qualidade da vacina.

A Fiocruz diz que os rígidos protocolos podem alterar ocasionalmente as previsões semanais de entrega de doses. Na semana de 5 a 10 de abril, estava prevista a entrega de 3,2 milhões de doses, quantidade que foi reduzida para 2 milhões. As doses não entregues estão sob análise e deverão ser encaminhadas nas próximas semanas, esclareceu a fundação.

“O cronograma de entregas pactuado com o Ministério da Saúde está seguindo um esquema semanal e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade. Bio-Manguinhos/Fiocruz não está enfrentando qualquer problema técnico ou operacional na fábrica. Todos os equipamentos funcionam corretamente e as equipes de fabricação da vacina Covid-19 já dominam os processos de produção”, informou em comunicado público.

 

 

Agência Estadão

Alta no preço do gás para distribuidoras impactará consumidor, diz especialista

Preço de gás natural para distribuidoras subirá 39% a partir de 1º de maio.

Os consumidores de gás natural vão sentir o impacto do aumento do preço para as distribuidoras e não há como evitar o efeito negativo no bolso dos compradores finais, segundo o professor do Instituto de Energia da PUC, Edmar Almeida.

O especialista afirma que, apesar da margem das distribuidoras não ser determinada pelo valor do gás que é comprado, o preço pago à Petrobras é integralmente repassado aos consumidores.

O acréscimo de 39% anunciado na segunda-feira (5) pela estatal também pode causar dificuldades em alguns segmentos do mercado, como é o caso do Gás Natural Veicular, o GNV. Os carros convertidos para o GNV se tornam bicombustíveis, permitindo ao motorista escolher a melhor opção na hora do abastecimento.

Segundo Almeida, o novo reajuste pode retirar a competitividade com outros combustíveis, como etanol e gasolina, já que o preço dos outros energéticos concorrentes não sobe necessariamente ao mesmo tempo que o do gás e, dessa forma, a diferença nos postos de combustíveis pode ficar pequena.

 

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