[smartslider3 slider="2"]

Diálogos Amazônicos mostram a sabedoria das mulheres negras amazônicas

Evento reuniu experiências e conhecimentos de comunidades tradicionais.

Cavalcante (GO) – Quilombo Kalunga – Dois acordos celebrados pela Advocacia-Geral da União (AGU) garantiram a posse imediata à comunidade quilombola Kalunga das fazendas Fonte das Águas, com área de 6,5 mil hectares, e da Fazenda Vista Linda, com 2,3 mil hectares, ambas no município de Cavalcante (GO). Foto: Weverson Paulino.

As mulheres negras das comunidades amazônicas têm, em comum, uma forma especial de enxergar as coisas. Natureza e corpo; gestação e criação; alimentos e clima; água, Lua e até mesmo o orgânico e o espiritual têm algo em comum: tudo integra e é integrado por ciclos.

“Nós, mulheres amazônidas, gestamos e maternamos a terra, no sentido do cuidar e integrar todos os ciclos dos quais fazemos parte”, explica Joyce Cursino, durante participação nos Diálogos Amazônicos, em Belém (PA).

Ela é diretora executiva da Negritar, uma entidade que atua em apoio às mulheres negras em seus mais diversos ambientes. “Temos sabedorias que vão muito além do esteriótipo de ‘caboclinha’, forma pejorativa como costumamos ser vistas pelas pessoas do sul do Brasil”, acrescentou.

Curandeira

Algumas ervas que servem para chás medicinais, servem para banho, explica a curandeira Raimunda Marta. Ela integra o Movimento dos Atingidos por Barragens do Amapá. Os conhecimentos tradicionais dela para limpeza do corpo e para as ajudas espirituais vêm dos ancestrais e da umbanda.

Ela explica que as interferências de três hidrelétricas no Rio Araguari prejudicaram bastante a rotina de diversas comunidades da região. O olhar da curandeira também carrega uma ótica de ciclos similar à da diretora do Negritar.

“As hidrelétricas e a poluição afetaram o ciclo da água, que afeta o ciclo dos peixes que fazem parte do nosso ciclo alimentar. Essas interferências prejudicaram a saúde da nossa comunidade”, acrescentou referindo-se à rotina de diarreia e vômito pela qual passam muitos de sua região, localizada nos arredores de Macapá (AP).

 

Leia mais… »

Dados do censo ajudam a melhorar políticas indígenas, diz líder pataxó

Povos da Bahia já cobravam levantamento do estado.

Índios da etnia Pataxó fazem manifestação em frente a Câmara dos Deputados pedindo a demarcação de terras indígenas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O líder indígena Kâhu Pataxó, do Movimento Unido dos Povos Indígenas da Bahia, afirmou, nesta segunda-feira (7), que as informações do Censo Indígena 2022 são fundamentais. “Inclusive, a gente da Bahia já vinha cobrando há muito tempo do próprio estado um levantamento como esse, independente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) à época”.

Em entrevista à Agência Brasil, Kâhu Pataxó lembrou que, em 2012, levantamento feito por uma secretaria estadual já trazia um pouco do retrato das comunidades do território baiano e apresentava alguns dados importantes.

“Para a gente, os dados do IBGE são fundamentais, até porque toda política pública é pensada em cima de dados demográficos. Agora, a gente tem os dados para discutir com o governo da Bahia políticas públicas voltadas para a comunidade, com um retrato mais fiel de como está a realidade indígena hoje, na Bahia.”

De acordo com o Censo do IBGE, a Bahia e o Amazonas concentram 42,51% da população indígena do país. Residem no Amazonas 490.854 pessoas, o que corresponde a 28,98% da população indígena total, e 229.103 (13,53%) vivem na Bahia.

O líder pataxó reiterou que os novos dados divulgados pelo IBGE dão aos indígenas locais condições de reivindicar políticas públicas voltadas para essa parcela da população do estado, “exatamente porque é a segunda maior do país”.

De acordo com Kâhu Pataxó, as informações do Censo Indígena, divulgadas hoje pelo IBGE, levarão às comunidades da Bahia maiores avanços e melhor qualificação das políticas públicas a elas direcionadas.

Censo indígena

Edição: Nádia Franco

POLICIA CIVIL, 15 ª REGIONAL DE BARRA DO CORDA, E POLÍCIA MILITAR CUMPRIRAM MANDADO DE PRISÃO PREVENTIVA DE REPRESENTAÇÃO DA DELEGACIA ESPECIAL DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR.

A Polícia Civil em cooperação com a Polícia Militar, cumpriram na data de hoje, 27/07/2023, mandado de prisão preventiva nos autos do processo n. 0803556-41.2023.8.10.0058, em desfavor do nacional A.M.F.S por praticar as formas de violências física, psicológica, moral e patrimonial em desfavor da ex-companheira V.S.S. Conforme relato da DPC Maria Augusta P. S. Dominici, na data de 11/07/2023, por volta das 17 h, o autor A.M.F.S. lesionou a ex-companheira V.S.S com 2 golpes de facão nas costas, bem como proferiu contra ela palavras ofensivas a sua honra. De imediato a polícia foi acionada, mas ele se evadiu do local. Ocorre que ele continuou a ameaçá-la de morte, e para resguardar a integridade física e psicológica da vítima a delegada Maria Augusta representou pela prisão preventiva. O agressor foi preso em Fernando Falcão e se encontra à disposição da justiça na UPR de Barra do Corda.

POLÍCIA CIVIL PRENDE AUTOR DE HOMICÍDIO EM ITAIPAVA DO GRAJAU

A Polícia Civil do Maranhão, 15a Regional de Barra do Corda, com apoio da Polícia Militar, deu cumprimento a mandado de prisão por homicídio de João Silva Santana, que estava na zona rural da cidade de Itaipava do Grajaú. O mandado foi expedido pela 1a Vara Criminal de Imperatriz.
Após os procedimentos de praxe, o preso será encaminhado a Unidade prisional de Grajaú onde ficara a disposição da Justiça.

Motociclista tem pescoço lesionado por linha de cerol em Imperatriz

Um motociclista, que não teve sua identidade revelada, foi atingido na região do pescoço por uma linha de cerol, utilizada para empinar pipa, durante um trajeto que realizava de Imperatriz para Senador La Rocque.

O homem foi rapidamente encaminhado para um hospital, onde foi atendido e passou por uma cirurgia. O estado clínico de saúde da vítima já está estável.

A linha de cerol é feita com cola e vidro moído, por isso, soltar pipa em locais onde transitam veículos e pessoas pode ser um perigo. O caso do motociclista em Imperatriz já está sendo investigado pela polícia.

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) adverte que o uso de linhas com fio de cobre ou cerol é perigoso e pode causar acidentes que levam à sérias hemorragias e até morte. Além de jamais utilizar estes materiais na brincadeira, o CBMMA alerta sobre outros cuidados necessários durante a brincadeira de soltar pipas:

  • Preste atenção a motocicletas e bicicletas, pois a linha, mesmo sem cerol, é perigosa para os condutores;
  • Não solte pipas perto de fios ou antenas para evitar choques elétricos;
  • Não solte pipas em dias de chuva ou relâmpagos;
  • Não retire pipas presas em fios de transmissão de eletricidade ou árvores, nem faça pipas com papel laminado, pois o risco de choque e acidente é ainda maior;
  • Procure locais abertos como, parques, praças ou campos de futebol;
  • Não solte pipa em lajes ou telhados, para evitar quedas;
  • Olhe bem onde pisa, especialmente quando andar para trás, para não cair;
  • Caso a linha quebre, não corra atrás da pipa sem observar se o caminho é seguro, como atravessar ruas e passar por buracos, para evitar acidentes.

Imparcial.com