Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Prefeito de Graça Aranha mostra impopularidade na visita do Carlos Brandão a Cidade

No dia  12 de fevereiro de 2026, o governador Carlos Brandão visitou a região entre São Domingos do Maranhão e Graça Aranha para entregar obras estruturantes, destacando-se a pavimentação de 23,5 km da “Estrada do Abacaxi”. A agenda incluiu melhorias na zona rural, infraestrutura esportiva e ações de desenvolvimento agrícola, fortalecendo a conectividade e economia local.

Na cidade de Graça Aranha, o que mais chamou a atenção da caravana que acompanhava o governador foi o reduzido número de pessoas presentes nas inaugurações das obras realizadas no município. acabou gerando preocupação no governador e em sua equipe pós baixa participação popular chamou a atenção de quem acompanhava a visita e acabou transmitindo a impressão de que o atual gestor não atravessa um momento de grande popularidade junto à população local, uma situação preocupante.

Pesquisa Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro empata tecnicamente com Lula em 2º turno da disputa pelo Planalto

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Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em um possível cenário de segundo turno. O petista aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 45,3%. No levantamento de fevereiro, o atual ocupante do Planalto tinha 45,8% contra 41,1% do parlamentar. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Nos demais cenários de segundo turno testados, o petista aparece empatado tecnicamente contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lula aparece a frente dos demais chefes do Executivos que postulam o Planalto: Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO), Ratinho Junior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS).

Veja os cenários de segundo turno

Lula x Flávio

Lula (PT): 47%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Branco/Nulo: 4%
Não sabe: 3%

Lula x Tarcísio

Lula (PT): 46%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45%
Branco/Nulo: 6%
Não sabe: 3%

Lula x Zema

Lula (PT): 46%
Romeu Zema (Novo): 38%
Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 5%

Lula x Caiado

Lula (PT): 46%
Ronaldo Caiado (União): 37%
Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 5%

Lula x Ratinho Junior

Lula (PT): 47%
Ratinho Jr. (PSD): 41%
Branco/Nulo: 9%
Não sabe: 4%

Lula x Eduardo Leite

Lula (PT): 47%
Eduardo Leite (PSD): 29%
Branco/Nulo: 212%
Não sabe: 12%

Primeiro turno

O petista manteve a liderança numérica em todos os cenários simulados de primeiro turno, mas vê a dianteira diminuir no embate com os nomes da direita. Nos cenários testados, Flávio varia entre 35% e 36%, enquanto Lula marca 40%. Já Tarcísio aparece com 36%.

No mês passado, Flávio pontuava entre 32% e 35,3% (ante 38,7% e 39,5% de Lula) e governador paulista tinha 35% das intenções de voto, atrás do petista, que marcava 40%.

No relatório de março, aparecem em seguida Ratinho — com 9%—, Caiado — com 5% —, Zema — com 5% —, e Leite — com 4%.

Avaliação do governo

Questionados sobre o desempenho do governo, 34,6% dos entrevistados classificaram a gestão petista como ótima ou boa, enquanto 45,3% a consideram ruim ou péssima. Outros 18,3% avaliam como regular, e 1,7% não souberam responder.

A pesquisa também revela um cenário dividido na avaliação pessoal de Lula: enquanto 50,5% desaprovam a maneira como o presidente vem atuando à frente do Palácio do Planalto, outros 47,2% aprovam. Já 2,3% não souberam responder.

Quando questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim deste mandato, 50,6% dos entrevistados disseram que não. Enquanto isso, 46,7% pensam diferente e responderam sim, e 2,7% não souberam opinar.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL. Foram realizadas 1.500 entrevistas em todo o Brasil entre os dias 6 e 10 de março. O intervalo de confiança é de 95%.

Procon-MA ingressa com Ação Civil Pública contra distribuidoras por aumento injustificado no preço dos combustíveis

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O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra distribuidoras de combustíveis após identificar aumentos considerados injustificados nos preços da gasolina e do diesel no estado.

Na semana passada, o órgão registrou elevações nos valores praticados em diversos postos de combustíveis e, diante da situação, intensificou as fiscalizações para apurar as causas dos reajustes. Durante as ações, foi constatado que as distribuidoras já estavam repassando aumentos aos postos, mesmo sem qualquer reajuste oficial anunciado pela Petrobras.

Até o momento, a estatal ainda não possui posicionamento oficial sobre a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis. Ainda assim, as distribuidoras teriam elevado os valores com base apenas em expectativas de aumento no mercado internacional, prática que pode configurar elevação de preço sem justa causa, o que é vedado pela legislação consumerista.

A ação foi protocolada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e solicita que as empresas apresentem documentos que comprovem a formação de preços e justifiquem os aumentos aplicados ou que reduzam os preços para os mesmos anteriormente praticados antes dos aumentos. O Procon-MA também pede que as distribuidoras se abstenham de promover novos reajustes sem comprovação de elevação real nos custos.

Segundo o presidente em exercício do Procon-MA, Ricardo Cruz, a medida busca garantir transparência no mercado e proteger os consumidores. “Na semana passada identificamos que os postos estavam aumentando os preços. Durante as fiscalizações verificamos que as distribuidoras já estavam repassando aumento, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras. Por isso, o Procon-MA entrou com uma Ação Civil Pública contra as distribuidoras para que seja esclarecida a formação desses preços e para evitar que o consumidor seja prejudicado por aumentos injustificados”, destacou.

O Procon-MA ressalta ainda que combustíveis como gasolina e diesel são insumos essenciais para a economia, impactando diretamente o transporte de pessoas e mercadorias. Dessa forma, aumentos sem justificativa podem gerar efeitos em cadeia no preço de diversos produtos e serviços.

O órgão informou que continuará monitorando o mercado de combustíveis no estado e intensificando as fiscalizações para garantir o cumprimento da legislação e a proteção dos consumidores maranhenses.

Após Justiça mandar ocultar R$ 62 bilhões de dívidas, corregedor questiona tribunais do MA e de mais 8 Estados

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O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, ordenou que tribunais de Justiça de nove Estados adotem medidas para combater a ocultação de dívidas de consultas públicas do mercado de crédito. Como mostrou a Coluna do Estadão, a Justiça mandou esconder, nos últimos cinco anos, pelo menos 2,9 milhões de dívidas, que somam R$ 62,1 bilhões, segundo levantamento dos Cartórios de Protesto do Brasil. Nesses casos, a dívida segue ativa, mas não é exibida, o que camufla devedores.

A decisão de Campbell, assinada no último dia 26, atinge os tribunais de Justiça dos seguintes Estados: São Paulo, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Ceará, Amazonas e Pará.

Essas Cortes devem obrigar entidades de análise de crédito e centrais de serviços de tabeliães de protesto a informar previamente sobre qualquer decisão que obrigue a ocultação de dívidas.

Os tribunais ainda terão de reforçar o monitoramento de processos que busquem ocultar dívidas de consultas públicas, e comunicar a Corregedoria Nacional de Justiça sobre os casos.

Ministro cita ‘grave ameaça à segurança jurídica’

Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça Foto: Luiz Silveira/Agencia CNJ

Segundo o ministro, a chamada “indústria limpa nome” “representa grave ameaça à segurança jurídica, à transparência das relações comerciais e à higidez do ambiente de crédito no país”.

“A ocultação fraudulenta de registros de protesto e de inadimplência, por meio de liminares obtidas de forma ardilosa, gera um ‘apagão de dados’ que induz credores a erro e fomenta a inadimplência sistêmica”, continuou o corregedor nacional de Justiça.

CNJ abriu investigação em 2023 e ampliou alvos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação sobre o caso em 2023. Na época, eram alvo da apuração tribunais de Justiça de quatro Estados: São Paulo, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Desde então, outras cinco Cortes estaduais entraram na mira do CNJ.

Do total de R$ 62,1 bilhões de dívidas que a Justiça mandou ocultar entre 2021 e 2025, R$ 20,8 bilhões são créditos devidos a órgãos públicos. A divulgação desse montante em bases de dados foi vetada por 62 decisões judiciais em todo o País.

O expediente, conhecido como “indústria limpa nome”, afetou 66 mil credores nos últimos cinco anos. Esse público deixou de ter acesso aos dados atualizados de seus devedores em pesquisas por CPF ou CNPJ. (Estadão)